quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

VÁRIOS DESTINOS

http://4.bp.blogspot.com/_Vej-Xy9dd08/SzsbNtskTwI/AAAAAAAABxA/VPxb_SMn8xc/s1600-h/PC274459.JPG

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

Titulo do autor

JEAN-FRANÇOIS MILLET

http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/highlight_image.aspx?image=ps339332.jpg&retpage=21566

FRIO HÚMIDO

"Imagine V. uma cidade...penetrada dum frio húmido...",assim se referia Eça de Queirós a Newcastle Upon Tyne,onde permaneceu alguns anos,em carta de 1 de Fevereiro de 1874,para o seu"querido Ramalho",como vem em Vida e Obra de de Eça de Queirós,de Gaspar Simões.Imagina alguém o que ele deve ter suportado,pelo que esse alguém suportou durante seis escassos meses de 1965.Teve pouca sorte,pois não me lembro de um verão assim,dizia-lhe,contristado,como a pedir desculpa,um funcionário do sector de processamento de dados. De facto,mesmo em Julho e Agosto,as temperaturas não ultrapassaram os quinze graus,e a chuva,quase sempre do tipo molha-tolos,raramente deixou de cair.Quando chegou a altura,as pessoas foram para férias. As que não puderam comprar sol,rumando ao sul,tiveram de se contentar com aquilo que tinham,que era,apsar de tudo,muito.Nos campos,as culturas desenvolveram-se. As searas,de grande porte e densidade,alouraram,e as pastagens mantiveram-se verdes e pujantes. A lã era lustrosa e o leite gordo. Não se pode ter tudo.

PASSAGEM DO ANO

Sente-se aqui. Noventa e um anos. Boa memória. O pai morrera muito cedo. De cinco irmãos,era ele o mais velho. E assim,com apenas treze anos,tivera de se desembaraçar,aliviando a carga da mãe.
Tem dois filhos,mas esses têm lá a sua vida,que bem lhes chega. Vive sòzinho,pois a mulher está internada,com ruim doença. Vê mal,pelo que a televisão pouca companhia lhe faz. Entretem-se a reordar e a tomar conta dele. A filha vem visitá-lo na passagem do ano.

DE QUEM?

O último dia. A última noite. Do X? Do Y? De quem? Dos dias? Das noites?

IMAGEM DO DIA

Uma mãe jovem. O filho,numa mão,e o cigarro,na outra.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

CORN PRICES

http://www.moneymorning.com/ppc/corn_af8.html?gclid=CJzw8-aF_54CFUYA4wode3mEIA

SLIDESHOW:DEEP-SEA SPIDERS HAVE A SNACK

http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2009/1224/2

CANTAR DE GALO

Dizia ele, para quem estava disposto a ouvi-lo, que as gentes se podiam arrumar em dois conjuntos de muito diferente tamanho,um,minúsculo,e o outro,maiúsculo.
No minúsculo,procurava-se não descer do patamar cimeiro a que se tinham acostumado,o que,a acontecer,seria como que uma morte,e fazia-se até o que se podia para trepar ainda mais.
No maiúsculo,lá se iam conformando com a vida que levavam,mas sempre a sonhar com o dia em que podiam cantar de galo.

LULA SANCIONA LEI QUE CRIA POLÍTICA DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE5BS0K720091229

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ANTERO DE QUENTAL

1869: Em Julho embarca para os Estados Unidos.

In http://www.vidaslusofonas.pt/antero_de_quental.htm

HUMOR EM OS LUSÍADAS

Declara Júpiter a Vénus no Canto II (49). E depois, no Canto V (35), encontramos a cena em que todos certamente pensam quando se fala de humor em Os Lusíadas. Ela faz parte do célebre episódio do marinheiro Fernão Veloso – justamente aquele que, mais tarde, bradará: «caça estranha é esta!».
O meu propósito não é narrar o episódio, sobejamente conhecido. Recorde-se apenas que quando a armada do Gama se encontra na baía de Santa Helena, os navegadores portugueses entram em contacto com os indígenas; e que Veloso, espírito aventureiro e não pouco gabarola, acaba por pedir autorização para os acompanhar: ir com eles ver a povoação que tinham, pera trazer algua mais notícia da terra do que eles davam, como conta João de Barros na primeira Década da Ásia. Acaba por regressar a correr, perseguido pelos naturais, e tem de ser recolhido à pressa pelo batel enquanto se trava uma refrega em que o próprio Vasco da Gama é ferido. Já ao largo,Disse então a Veloso um companheiro(Começando-se todos a sorrir):– «Olá, Veloso amigo, aquele outeiroÉ melhor de decer que de subir...»– «Sim, é, – responde o ousado aventureiro –Mas, quando eu para cá vi tantos virDaqueles cães, depressa um pouco vim,Por me lembrar que estáveis cá sem mim.»

In http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/letras/ensaio28.htm

LÁGRIMAS

Viera ali pela última vez. Fora buscar o resto dos seus documentos. No átrio e na escadaria,estavam alguns alunos,talvez duas dezenas. Cumprimentou-os a todos,um a um,silenciosamente.Desce a rampa íngreme muito devagar,como a demorar aqueles momentos muito especiais. Acompanha-o um amigo.De súbito,um aluno,levado não se sabe porque sentimento,é assaltado por um desejo,o de novamente dele se despedir. Outros se solidarizam. E em grande correria vão ao seu encontro.Ele pára e volta-se,talvez admirado. O companheiro distancia-se. E as mãos mais uma vez se estreitam. Dos seus olhos,jorram abundantes lágrimas caladas. Dalguns alunos,também. Para não mais esquecer.

PEIXE CONGELADO

Fez as malas e partiu. Se calhar teria querido ir já há mais tempo. É que aquilo era mesmo uma vida sem jeito. Andava para ali a arrastar os pés ,pelas mesmas ruas,parando de vez em quando nalguma locanda. Deixara de beber,mas aquele perfume compensava-o.Tivera pouca sorte com o emprego que lhe coubera,mas não pudera esperar por um melhor. Se não tivesse dito logo que sim,não faltariam outros para o substituirem. Passava horas a lidar com peixe congelado. Resistira durante anos,mas um dia teve de encostar. Já não dava conta do recado,não sendo ainda um velho,longe disso.Logo que saía daquele inferno,o que mais lhe apetecia era aquecer-se. E na primeira taberna entrava,outras se seguindo. As visitas a estas fontes já não eram novidade para ele. Desde muito novo que o fazia,muitas vezes com o mesmo propósito de se aquecer,pois o diabo do frio gostava muito lá da sua terra.Tivera,pois,azar. Quando tentou arripiar caminho, já era tarde. De nada lhe valeu a junção de algumas ajudas. Apenas serviram para prolongar aquele triste deambular sem rumo. Pode dizer-se que foi o frio que o matou.

SECA E CHEIA NO AMAZONAS

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/12/27/variacao-entre-seca-cheia-no-amazonas-pode-ser-indicio-de-aquecimento-global-915376006.asp

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

MIMOA - MODERN ARCHITECTURE

http://www.mimoa.eu/browse/projects/Portugal/Porto

A BATATA COMO ALIMENTO

http://www.abbabatatabrasileira.com.br/alim_valornutricional.htm

THE PAST MATTERS TO PLANTS

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/12/091222105439.htm

EMBOSCADAS

Coitado dele,que mal se tinha nas trôpegas pernas,que o muito alcool não deixava. Mas estava determinado. Queria visitar a catedral.
Venha daí que eu vou também. A vereda era estreita e um bocado acidentada,serpenteando por arvoredo denso. O rio também corria ali perto,e o céu borrifava.
Podia ter sido outro o encontro,mas calhou ser aquele. Talvez o dia tivesse afastado visitantes,
que o tempo não estava para se pôr a cabeça de fora,mesmo para os da casa. Estava antes para emboscadas,que a bruma mais facilitava.

domingo, 27 de dezembro de 2009

CARIDADE

A terra chamava-se Caridade. E ele nascera e vivera lá. Pois não teve caridade quando a ocasião chegou. Mais uma contradição. E a terra não mudou de nome,talvez há espera de uma nova ocasião.

UM VER SE TE AVIAS

Em certa ilha,lá para as bandas do Oriente,a gente que lá fazia pela vida andava como Deus a tinha posto no mundo,quer dizer,andavam nus,eles e elas,pequenos e grandes,novos e velhos. Não seria o paraíso aquela ilha,mas andaria lá perto.Tinha sido sempre assim,desde há muitos ,muitos anos,talvez até desde que aparecera por ali gente. Pelo menos,era assim que narravam os mais velhos,que o tinham ouvido doutros ainda mais velhos. E isto acontecia por nunca terem tido necessidade de se cobrirem,pois o tempo ali era o de uma perpétua primavera.Ora um dia,deu-se o irremediável. A ilha foi conquistada por uma gente estranha,gente que se enfarpelava. E essa estranha gente não admitia poucas vergonhas. Tiveram de se enfarpelar também,a muito custo,é certo,mas manda quem pode.Desde aí,desde esse fatídico dia,uma peste tomou conta deles,sem dó nem piedade,atingindo todos,sem excepção,velhos e novos. E foi um ver se te avias. Não ficou um para amostra.

TER

Quem tem,quer ter mais. Quem não tem,quer ter.

UMAS VOLTINHAS

A água entrara no formigueiro. Era isso bem visível pelos montinhos de terra grumosa que à roda se viam. O piquete de serviço aproveitara o bom tempo para ir dar umas voltinhas.

TÃO CEDO

Podia dizer-se que ali as árvores estavam despidas, pois que apenas uma ou outra folha seca permanecia lá nas alturas. O mesmo não se passava lá por baixo. É que as folhas dos rebentos, que tinham vindo tarde,ainda que prematuramente envelhecidas,mostravam uns restos de verdor,parecendo mostrar que não se queriam ir da vida tão cedo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A BUSHEL OF REASONS TO EAT YOUR FRUITS AND VEGETABLES

http://www.ext.nodak.edu/food/bushel.htm

SEIS SÉCULOS DE PINTURA PORTUGUESA

http://www1.ci.uc.pt/artes/6spp/columbano.html

VINCENT VAN GOGH

http://www.artic.edu/aic/collections/artwork/64957

DIAS CONTADOS

Em tempos lá muito de trás,havia um barco que estava a meter água por todos os lados,um barco que levava muita gente. Dessa gente,uns,em menor número,eram gordos,ou muito gordos,os outros,eram magros,ou muito magros. Os gordos,ou muito gordos, viviam bem,ou muito bem,os magros,ou muito magros,ao contrário,viviam mal,ou muito mal.Acontecia que o barco estava a meter água por causa dos gordos,ou muito gordos,pois pesavam demasiado. Para o barco deixar de meter água,estava-se mesmo a ver que os gordos,ou muito gordos,tinham de emagrecer.Sim senhor,vamos emagrecer,mas os magros,ou os muito magros, não devem querer engordar como nós. Mal os magros,ou os muito magros, tal ouviram,não se contiveram. Era o que faltava.É que nós também queríamos ser gordos,ou muito gordos,foi isso que sempre sonhámos. Não vamos nessa,também queremos engordar.Pobre barco,que tinha os dias contados.

COMPAIXÃO

O jovem cantor tinha qualquer coisa que o distinguia. Não seria a voz,não seria o talhe,não seriam os gestos. Era qualquer coisa de indefinido,qualquer coisa muito sua,qualquer coisa que pedia palmas,muitas palmas,qualquer coisa muito íntima,que prendia,que comovia.Não era alto,nem baixo,não era um Apolo,muito longe disso,não era loiro,não tinha olhos azuis. Os olhos eram pequeninos,que mais pequeninos pareciam,enquadrados por uma barbicha negra.Seria talvez nos olhinhos que morava o segredo da simpatia que despertava. Comovia fitá-los. Eram olhos de jovem sensível,eram olhos de jovem que se compadecia. Comovia olhar para ele,porque dos seus olhos jorravam torrentes de compaixão,que se derramavam à sua volta,contagiando quem o ouvia,lá onde cantava,como em qulquer outro lugar onde a sua voz chegasse.

MAIS QUE FAZER

Eu,entreter-me com um computador? Só se me obrigarem por razões fiscais,ou para jogar às
cartas. Doutro modo,passo bem sem ele. Tenho mais que fazer.

CARTAS E NOTAS

Então,também gosta de cartas? Acabara de deixar um grupinho que gastava uma boa parte do seu tempo,do seu último tempo,entretendo-se com elas,jogando ou vendo. E ali tão perto,sem
necessidade de virar a esquina,uma biblioteca bem apetrechada,de livros,jornais,revistas e computadores,e mais um centro de arte,com entrada livre para residentes.
Tinha lá tempo para isso. À biblioteca nem se referiu,mas quanto ao centro,onde entrara uma
única vez,sabia coisas. Tinha sido vendido o palácio por uma bagatela,cinco mil contos. Não pensava noutra coisa. Iria acabar os seus últimos dias a pensar em notas,como teria feito ao longo da sua longa vida.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

SEM TÍTULO

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Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

Amieira do Tejo,Alto Alentejo

O SUAVE MILAGRE

http://web.educom.pt/pr1305/natal_histor03.htm

CONDÃO

Naquela casa muito rica,a festa começara cedo. Risos de crianças e forte cheiro a bolos saíam dela. Viera da cidade gente para a pôr a brilhar ,a várias côres,quando o grande dia chegasse. A alegria seria nessa altura ainda maior.Era a única casa, naquela terra modesta,que assim se estava preparando. E um moço,que,casualmente,acompanhara essa gente da cidade,nunca tinha pensado que pudesse haver Natais tão diferentes.E fora preciso lá ir para fazer essa descoberta. Tinha sido um despertar súbito para a crua realidade,o que o entristecera muito. Julgara sempre que tal festa fosse igual para todos e não era.Havia de acordar,um dia,em qualquer lugar. Mas porque calhara àquela terrra tal feito? Não mais se esquecera disso. E sempre que por lá passava,ou lá por perto,era com um grande respeito. Aquela modesta terra devia ter condão.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

GRAN VIA - MADRID

http://www.elpais.com/fotografia/cultura/Calle/Gran/Via/elpdiacul/20091224elpepucul_1/Ies/

POUR LA PREMIÌERE FOIS,DU MAGMA SOUS-MARIN EN VIDÉO

http://mondedurable.science-et-vie.com/2009/12/pour-la-premiere-fois-du-magma-sous-marin-en-video/

PLANT RESEARCH

http://www.mpg.de/english/researchFields/BM/PF/PlantResearch/index.html

GLOBAL SEA LEVEL LINKED TO GLOBAL TEMPERATURE

http://www.pnas.org/content/106/51/21527

MORREU DE VELHO

Não haveria muitos burros como aquele. Pelo menos,lá na aldeia era ele quem levava a melhor.É que podia ser tomado como um macho,tal a sua estatura. No trabalho,não lhe ficaria atrás. Depois,era muito paciente,nada teimoso,sempre pronto para o que fosse preciso. A acrescentar a tudo isto,que já era muito,não se mostrava exigente,nem na comida,nem na cama. Qualquer coisa lhe servia.Não tinham conta os serviços que ele prestava. Pode dizer-se que era pau para toda a obra. E era também muito amigo de crianças. Nunca se indispôs com alguma,mesmo que,às vezes,abusassem,ao contrário do que acontecia com certos rapazolas. Ai daquele que o injuriasse,pois sabia dar a resposta adequada.Logo de manhazinha,abastecia a casa com água da melhor fonte. Depois,tinha pela frente a ordem do dia,quase tudo a ver com a actividade principal do amo,uma lavoura mixta de sequeiro e de regadio. Ele arava,ele gradava, ele fazia girar a nora,ele carregava com os produtos da horta e das courelas dos cereais e do arvoredo. Escusado será dizer que,nos intervalos,ainda lhe cabia o transporte de passageiros.Mas era de noite,pela fresquinha,após a ceifa,quando do carrear as colheitas para a eira,que ele tinha ensejo de pôr à prova os seus apurados dotes de orientação e de equilíbrio. Não precisava de guia,era ele que comandava,pelas estreitas veredas a subir e a descer. Os companheiros seguiam-no,confiados. Nunca perdia o trilho,nem nunca tropeçava.Todos invejavam a sorte do dono,que,por mais de uma vez,teve de dizer não a propostas tentadoras. Morreu de velho,deixando muitas saudades. Por muito tempo foi lembrado,sempre com referências elogiosas. Aquilo é que era um burro.

PLÁSTICOS NÃO BIODEGRADÁVEIS

Empestam os chãos,empestam as águas,mas não empestam os ares. De alguma maneira,
comportam-se quase como os materiais de onde derivam,guardando muito bem guardado o seu carbono,desde que não os combustem.

CONTA DO RECADO

Há trinta anos que andava naquela vida. Começara com catálogos,mas essa forma de vender acabara. Algumas freguesas pregaram-lhe grandes calotes,como uma que lhe ficara a dever mais de mil euros. Dizia sempre que já tinha pago. Naquela altura,defendia-se melhor.
Muito lhe custara a vida. Sozinha,criara três filhos,pois o seu homem abalara para não mais o ver. Arranjara outras. Mas lá conseguira dar conta do recado. Estava com mais de setenta,mas ainda se sentia capaz de continuar por mais uns tempos,talvez até ao fim.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SLIDESHOW:IMAGES OF THE YEAR

http://www.nature.com/news/specials/2009/gallery/index.html

WORLD LOOKS AHEAD POST-COPENHAGEN

http://www.nature.com/news/2009/091222/full/462966a.html

ACUMULAÇÕES

Pode dizer-se que o homem fora roubado. Não lhe tinham metido a mão ao bolso,mas impediram-no de o encher um pouco mais. Era um homem que acumulava,quer dizer,tinha duas ocupações,porque uma só não lhe dava para sustentar a família como ele queria. Mas,segundo constava,lá conseguia dar conta dos dois recados. Não aconteceu milagre,apenas ele tinha de se fartar de trabalhar. Como se sabe,porém,quem corre por gosto não cansa. Entretanto,havia outro homem que andava muito preocupado com a saúde do acumulador. Assim a trabalhar tanto,coitado,era capaz de se finar. Tinha de intervir,já que ninguém se atrevia. E vai daí,aproveitando uma certa assembleia,propôs que ,dali em diante,cessasssem algumas acumulações,em que se incluía a do infeliz ,que certamente morreria se não lhe acudissem rapidamente. Não deviam ser permitidos tais exageros,para bem, afinal,desses acumuladores. A proposta foi aprovada,pois visava um alto desígnio. E lá se foi uma acumulação,por sinal,bem modesta,mas que fazia muito jeito.

BIODEGRADAÇÃO

É a decomposição de substâncias orgânicas por microorganismos. Pode ser aeróbia ou anaeróbia. Em ambos os casos ocorrem reacções de oxidação-redução,quer dizer,há transferência de electrões.
Na aeróbia,é o oxigénio o captador de electrões,sendo os produtos finais,no geral, anidrido carbónico e água. Na anaeróbia,a captação de electrões é feita por nitratos,sulfatos,ferro,
manganês e anidrido carbónico,sendo os produtos finais,no geral,metano e anidrido carbónico.
Os dois casos também podem ser designados por respiração,aeróbia e anaeróbia.

COISA ACABADA

Ele não era má pessoa,coitado,mas tinha lá as suas manias,que,a bem dizer,não eram originais,
embora ele as considerasse. Depois,era um pregador de liberdades. Ditaduras,nunca. Ora isso parecia contradizer tudo quanto ele dizia e escrevia,que vinha com uma ar de coisa acabada,definitiva. Quer dizer,ditadura,só a dele.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

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Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

Título do autor
Alto Alentejo

OS "INIMIGOS"

Do que se haviam de lembrar em tempos muito lá de trás,tempos que não mais voltaram. Para reduzir a pó,a nada,os "inimigos",em que se incluíam os credores de qualquer espécie,
rotulavam-nos com nomes feios,ridicularizavam-nos,ou esqueciam-nos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

VENTO JÁ PRODUZ 13% DO CONSUMO ENERGÉTICO NACIONAL

http://www.energiasrenovaveis.com/DetalheNoticias.asp?ID_conteudo=317&ID_area=3&ID_sub_area=5

MOZAMBICAN GRASS SEED CONSUMPTION DURING THE MIDDLE STONE AGE

http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/326/5960/1680

CORRECÇÃO

Devia ser por quilo,e não por área. Tinha lá jeito uma tal medida. E dali não saía. Os seus quase noventa anos,e outras coisas mais,não admitiam correcção.

HORROR

Como mudam os tempos,mesmo que não mudem as vontades. Estas permanecem,só que os tempos lhes temperam ou estimulam as expressões. O rapaz estava muito apaixonado. O seu olhar,o seu ar,as suas palavras traíam-no. Tudo se conjugava para a tradução em gestos do que lhe ia na alma. Bastava a ocasião e ela chegara. Os pares volteavam ao compasso de uma valsa. As mãos estavam presas e o braço dele amparava-a mansamente,delicadamente. Não sabia explicar o que se passara. Numa aproximação inesperada ou provocada,não se lembrava,os seus lábios roçaram ligeiramente as faces aveludadas e perfumadas. Horror. O que eu fui fazer,quase chorava o pobre moço no ombro do amigo. Que vai ela pensar? Sim,que vai ela supor? Que eu sou um animal,um devasso,um lúbrico. Não me perdoará,acredita. O amigo lá o consolou o melhor que pôde,mas ele estava inconsolável. Como mudam os tempos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

ESMOLINHAS

Fica-se sempre pelas esmolinhas. Mais não,que assim haveria mais um pobrezinho.

POR MAIS E POR MENOS

O que vende procura vender por mais,o que compra procura comprar por menos.

VERDADE

Há uma só verdade,mas cada um tem a sua.

A SEIVA

É pelo topo que as árvores mais depressa se desnudam. Quererá isto dizer que a seiva vai perdendo forças para trepar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CANCER GENOMES REVEAL RISKS OF SUN AND SMOKE

http://www.nature.com/news/2009/091216/full/news.2009.1143.html

SEA LEVEL RISE MAY EXCEED WORST EXPECTATIONS

http://www.nature.com/news/2009/091216/full/news.2009.1146.html

A ÍNDIA COLHERÁ MAIS ARROZ DO QUE O PREVISTO

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20602013&sid=ahuBy5NzPC6s

CHÁ DAS CINCO

Já tinha visto muita coisa. Um pesado casaco de peles cobria-lhe o corpo avantajado. Ao lado,a dama de companhia. Estavam sentadas numa pastelaria tomando o chá das cinco. Os dedos da senhora quase se não viam,tantos eram os anéis que os cobriam. Depois da torrada,de que não comeu a côdea,seguiu-se um bolo,tragado até à última migalha. Via-se que não ficara satisfeita. Os olhos procuraram o empregado,que renovou a dose. A dama de companhia limitara-se ao chá,talvez por causa da linha. A dada altura,entrou em cena um cauteleiro. A sala estava repleta. Com dificuldade,abeirou-se da mesa desta senhora. Já devia ser conhecimento antigo,pois a compra foi rápida. Seria um número exclusivo desta cliente. Quem tocou no dinheiro foi a dama de companhia.O cauteleiro abandonou a sala sem levar a fortuna a mais ninguém. Tratar-se-ia de uma questão de princípio,uma espécie de preito de vassalagem. Só convém servir um senhor.

CERTOS PASSOS

O tempo em que ele andara enganado,cheio de ilusões. É que houvera quem as alimentara. Deixe lá que o seu caso não está esquecido. Certos passos tinham de ser dados,e ele prometera dá-los. Às vezes,parecia que isso iria acontecer,mas na volta,a desculpa era sempre a mesma. Sabe,tive de ir tratar de um assunto muito importante.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ENERGIA RENOVÁVEL NA DINAMARCA

http://en.cop15.dk/climate+facts/research/17+per+cent+renewable+energy+%e2%80%93+and+on+the+way+up

BAIRRO DE ALFAMA,LISBOA - PORTUGAL

http://www.flickr.com/photos/biblarte/sets/72157622003625083/

Galeria de Biblioteca de Arte - Fundação Calouste Gulbenkian

FEIRA DA LADRA,LISBOA - PORTUGAL

http://www.flickr.com/search/?ss=2&w=26577438@N06&q=feira+da+ladra%2Clisboa%2Cportugal&m=text

Galeria de Biblioteca de Arte - Fundação Calouste Gulbenkian

REINO DA DINAMARCA

Como se sabe,de muito milho e de muita soja,dois importantes bens alimentares,vem muito biocombustível,etanol e biodiesel,que impestam os ares. Por outro lado,um lado muito preocupante,é crescente a fome no mundo,fome de bens alimentares. Assim,parece que alguma coisa tem ido mal no Reino da Dinamarca.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SOYBEAN EXPORTS TO CHINA ARE PHENOMENAL

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20602013&sid=aMJXhzJksnEs

MUSEUS

Para o que lhe havia de dar. Não jogava às cartas,não lia jornais e muito menos um livro,não se sentava à mesa dum café e não coçava as esquinas. Entretinha-se a visitar mercados. Eram os seus museus,de coisas vivas.

domingo, 13 de dezembro de 2009

COR DE ROSA

Numa feira como aquela é que ele nunca tinha estado. Além do que é costume ver em qualquer feira,diversões,brinquedos,bugigangas,roupas,comes e bebes,expunham-se lá hortaliças a concurso,ideias religiosas e políticas,e vendia-se futuro.Das exposições,a que mais gente chamou foi,sem dúvida,a das hortaliças. Não foi isto uma grande novidade,pois já tinha reparado na profusão de estufas e de estufins que havia ali naquela terra. Aproveitavam a feira para que vissem quem conseguia as de maior tamanho.As das ideias estiveram quase sempre às moscas. Para as religiosas,ainda alguns se chegaram, enquanto lhes deram música,mas mal esta se calou,ficaram apenas umas velhinhas. Quanto às políticas,aquilo não passou de meras sessões de apupos e de assobios de meia dúzia de provocadores,ali mesmo nas barbas da polícia.Uma grande surpresa estava reservada para o futuro. Eram de respeito as bichas que por lá se formaram,junto a "roulottes"de luxo. Ali,o futuro devia ser cor de rosa.

O SILÊNCIO REGRESSOU

Não iria ser pera doce aquele aquele trabalho de cartografia de solos nas margens do rio Longa. Quando do começo, uma grande parte ainda estava inundada,mas haveria de secar,como sucedera noutros anos. Chegara a ocasião de um local que se tinha deixado para o fim,na esperança de que secasse completamente,o que não aconteceu. Ali,só com botas de borracha. Perto,ficara uma lagoa,de margens ensopadas. A água ,de cor acinzentada,ressumava a cada passo. Não fora possível abrir ali covas,pelo que a natureza do terreno só podia ser determinada por meio de sonda. Foi uma tarefa penosa,pois as mãos ficaram numa lástima. O capim crescera alto,mas pouco denso,permitindo serpentear sem necessidade de grandes esforços. A confiança era tanta,garantida por um prévio sinal da cruz,que nem um momento se pensou na surpresa que se podia ter no próximo afastamento de um tufo de caules. As observações faziam-se sem precalços e o silêncio do lugar não era perturbado por qualquer ruído alarmante. De súbito,ouvem-se repetidos sinais de aflição. Um pobre javali pisara,inadvertidamente,o espaço de um crocodilo e este não se fizera rogado. O desfecho foi rápido. E o silêncio regressou. Não houve uma palmeira,um embondeiro,nem sequer um pé de capim,por mais próximo,que viesse contar o que se tinha passado. Indiferentes,continuaram na sua vida.

O ABUSADOR

Que gosto o dele,o de explorar as debilidades de outros. Quando apanhava um a jeito,flilava-o logo,não mais o largando.
Porque se entreteria assim? Talvez para se divertir,abusando da sua aparente superioridade. Quer dizer,em vez de ajudar o outro a ter mais confiança em si,procurava dificultar-lhe mais a vida,exasperando-o.
Quantos teria ele levado a mudar de caminho,de modo a evitá-lo,que aquilo não se tolerava? Dois deram notícia,que se estava perto. Mas quando o abusador andava lá por longe?

ESPERANÇA

Era o vira o disco e toca o mesmo. Era a lei do mais forte. Era o salve-se quem puder. Era o que viesse depois que fechasse a porta. Era o quero lá saber. Era o primeiro estava ele. Era o vissem como eles se amavam. Era o depois de mim o dilúvio. Era o Todo-Poderoso Dinheiro. Era o não há nada de novo. Era a história ser uma velhota que se repete sem cessar. Era a verdade há só uma,a dele. Era o não há nada a fazer,a não ser esperar. Esperar o quê? Tudo ou Nada. Apsar de tudo,ainda havia lugar para a ESPERANÇA.

sábado, 12 de dezembro de 2009

O TRISTE FADO

Andam os dois pelas esquinas,a fazer pela vida e a fugir da autoridade. É que são,no seu negócio,dois desleais concorrentes do mercado,ali tão perto. Trata-se de um casal. Ele,um homem alto,aí de uns cinquenta anos,de ombros largos,de cabelo forte e basto,de ricas cores,de ar muito desembaraçado,da arriscada labuta,e não só. Ela,mais nova,talvez quarenta,com ar de que ele é quem manda. Trabalham separadamente,cada um no seu posto. Clientes não lhes faltam,que os preços são competitivos e a vida não está para esbanjamentos. Assim,ainda o fecho do mercado vem longe,já eles fecharam a loja. Há dias,foram vistos a conferir a caixa,que é como quem diz,a caixa dela,que a dele só a ele diz respeito,e a mais ninguém,nem à sua mãezinha. O que é que ela havia de fazer,se ele é o homem da sua vida? Nada,e bico calado,que aquela fortaleza,onde ela encontrou protecção,não é para brincadeiras. O triste fado,não resta dúvida.

MARCA DA CASA

Ele precisava de ter umas lições de inglês,mas de modo a dar-lhe,rapidamente,um certo à vontade em terras de Sua Magestade a Rainha. Para isso,foi-lhe indicado uma senhora de larga experiência,nascida e criada na velha Albion. As lições começaram,e,a certa altura,entrou em acção um procedimento novo,que se manteve até ao fim. A senhora levantava-se da sua cadeira e vinha colocar-se por detrás dele,fazendo-lhe umas ligeiras massagens na testa por alguns momentos. Dizia ela que tais massagens,com marca da casa, faziam parte do seu método,uma parte essencial. Quer dizer,sem elas,os alunos não chegavam lá,onde ela queria que eles fossem. Uma coisa,porém,é certa,pode ele asseverar. Se ele chegou ou não onde ela pensava que ele podia ir não sabe dizer,mas para onde ele foi lá se conseguiu fazer entender e ele entendê-los.

ARRUMAR A CASA

Rotular é um jeito,parecendo ser ele atávico,uma coisa herdada. Os rótulos vão mudando,assim como uma moda,ao sabor das conveniências. Depois,rotula-se ligeiramente,talvez por se ter mais que fazer,que a vida não é só rotular. Será também uma forma de arrumar a casa,ou, mais concretamente,o visado.

MAR DE ROSAS

As coisas iam acontecendo,coisas desagradáveis. Era isso bem conhecido,mas parecia não terem ocorrido. Quer dizer,fazia-se de conta que se navegava num mar de rosas. E lá se ia vivendo,uns dias,melhor,outros,pior.

SUBLINHADO

Dois tinham-se excedido em palavras,trocando mimos. Um deles,o que ripostou,mandava. A coisa foi noticiada,sublinhando-se uma intervenção. Escusado será dizer quem mereceu o sublinhado.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

TRÊS E UM SÓ

http://photos1.blogger.com/blogger/609/1252/640/P8159183.jpg

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

THE CASE FOR MANDATORY SEQUESTRATION

http://www.nature.com/ngeo/journal/v2/n12/full/ngeo709.html

DEFORESTATION MOVES TO THE FORE IN COPENHAGEN

http://www.sciencemag.org/cgi/content/summary/326/5959/1465

SOLAR FUELS

http://www.sciencemag.org/cgi/content/short/326/5959/1472

PARA SEMPRE

As suspeitas são piores do que as carraças. Agarram-se às vítimas com unhas e dentes,não mais as largando. Mesmo que não provadas,ficam delas restos pairando nos ares,para sempre.

COMO DEVIA SER

Tinham sido uns tempos que não mais se repetiram,uns tempos de saudosas memórias,em que tudo,podia dizer-se,corria como devia ser.
Havia respeito,havia segurança,havia que chegasse para todos, de maneira a andarem todos satisfeitos,havia paz nos corações e nas ruas,enfim,ia tudo como devia ser.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

AGRICULTURAL INTENSIFICATION AND CHANGES IN CULTIVATED AREAS,1970-2005

http://www.pnas.org/content/106/49/20675

FIRST FUEL CELL BOAT CRUISES AMSTERDAM'S CANALS

http://www.newsdaily.com/stories/tre5b83hd-us-dutch-fuelcell/

ERA A VIDA

Coitada da velhota,muito carregada ia ela. É que lá em casa não bebiam água da torneira,e não paravam de comer. E era ela que tinha de ir às compras,que os outros tinham mais em que se entreter. Mas era a vida,o que se havia de fazer?

NÃO PRESTA

Ninguém é perfeito,toda a gente o sabe. E uma vez por outra,mete-se o pé na poça,pisa-se o risco,faz-se um disparate,vá-se lá saber porquê.
E um dia,alguém que se atreveu a meter a cabeça de fora é coscuvilhado. Seguem-lhe o rasto à cata de uma maldade. Havemos de te apanhar.
E lá descobrem a mancha,a nódoa. Não dizíamos? O homem,ou a mulher,não presta.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

UM "INIMIGO"

A jornada fora longa,e ele vinha que não podia mais. Finalmente,o carro parou na terra do seu destino,uma terra que ele não conhecia.
Saiu do carro,muito aflito. Alguém lhe tinha de valer,sem demora. Ali muito perto,estava um"inimigo",que,sem regateios,se portou como um amigo. Vá-se lá entender uma coisa destas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

GALO DE CIDADE

Não falhava o galo. Todas as manhãs, lá dava ele acordo de si,como só os galos sabem fazer. Fazia isso vezes sem conta.
Mas,talvez por ser galo de cidade,acordava tarde,já o meio-dia ia chegando.

A PRIMA RITA

Ninguém é profeta na sua terra. Não há quem valha para o seu criado de quarto. Santos da casa não fazem milagres. A catástrofe e a lei das emoções. E foi toda a minha gente visitar a prima Rita,que acabara de esfolar um braço. Como é que as coisas podem correr bem numa freguesia destas?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

OUR CHOICE

http://ourchoicethebook.com/

WATER IS THE NEW OIL

http://www.alternet.org/rss/the_wire_provided_by_huffington_post/99857/steven_solomon:_water_is_the_new_oil/

GREENHOUSE GASES A PUBLIC THREAT

http://online.wsj.com/article/SB126020179812780059.html?mod=googlenews_wsj

SEA LEVEL RISE THREATENS FOOD SECURITY

http://desertification.wordpress.com/2009/12/05/sea-level-rise-threatens-food-security/

AFRICA'S GREAT GREEN WALL

http://www.celsias.com/article/africas-great-green-wall/

RECADOS

Era ele um homem que não soubera dar conta de um recado. Mais concretamente,desbaratara as coisas da sua própria casa.
Pois fora ele o escolhido para dar conta de um recado ainda maior,que eram as coisas de muitas casas.
Lá teriam pensado que ele aprendera muito com o recado da sua própria casa.

GENTE MUITO VIAJADA

Só ali,naquela terra,é que se via uma coisa daquelas,uma vergonha. E não se cansavam de o repetir.
Quer dizer,era gente muito viajada. Tinham andado por lá, demoradamente,convivendo muito. Podiam,assim,dizer de sua justiça,fazer comparações,opinar,classificar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

COGUMELOS UMA RIQUEZA DO ALENTEJO

http://circunforce.com/clientes/cogumelos/index.php?option=com_content&task=view&id=3&Itemid=1

TUDO EM CASA

Estava ali um rico prado. Água tinha caido em abundância,e havia alimento de muitas gerações. Era como uma floresta que vivesse de si mesma,ou mato que a imitasse . Ficava tudo em casa.

TUDO INCLUÍDO

Um exagero,uma exorbitância,podes crer. Duzentos euros,por um par de lentes. A vida está que não se pode.
Ah,mas isso é de graça,quinhentos euros por uma semana em Nova Iorque,tudo incluído. É de não pensar duas vezes.

sábado, 5 de dezembro de 2009

ESTAR NO CAMPO

http://2.bp.blogspot.com/_Vej-Xy9dd08/SEGCwtlsbII/AAAAAAAAAjQ/-ue0eJEEhrU/s1600-h/P5314124-1.JPG

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

Título do autor
Amieira do Tejo

AO SERVIÇO

A compaixão nunca deve ir de férias,nem meter licença de qualquer espécie. Deve estar sempre ao serviço. Foi para isso que foi criada.

O ÓBVIO

Era o primeiro dia de ir receber a mesada a dobrar,uma fortuna. Teriam sonhado com ela e com o dia. Não seria,pois,de admirar que a quadra estivesse cheia. Quem deu mostras de não ter pensado nisso foi o cofre. E aconteceu o óbvio. Têm de vir cá segunda-feira,que hoje já não há mais,e hoje é sexta. As vezes que o disseram. Muito forte,ou insensível,deveria ser o coração de quem dizia não há mais,tenham paciência. Mas segunda,quando? Logo ao abrir da porta? Não garantimos. Talvez às dez,ou às onze,depende. E lá iam,resignados,que mais haviam de fazer?,para virem muito cedo,talvez antes da abertura,para serem os primeiros,não fosse o cofre,novamente,esvaziar-se. O dinheiro estava certo,é certo,mas enquanto não o tivessem na mão não descansariam,que o seguro morreu de velho. E tudo isto com gente a ver e a ouvir,não de uma maneira virtual,mas real. Quanto sofre um pobre.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

EUROPEAN MILK PRICES

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20602013&sid=a5FsgrLPkhns

THE NATURE CONSERVANCY NO BRASIL

http://www.nature.org/wherewework/southamerica/brasil/

FUNDO AMAZÔNIA APROVA OS PRIMEIROS PROJETOS ANTES DE COPENHAGUE

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE5B30L720091204

TRAPOS

Uma nova varanda,ampla e panorâmica, debruçava-se sobre a estrada e a linha de caminho de ferro. Por baixo, corriam os restos da imponente muralha de um antigo forte,e um friso de portas,ainda fechadas,à excepção de uma,a porta de uma casa,onde trapos se vendiam.

LINDO PRÉDIO

Aqueles passeios todos esburacados não podiam ficar assim,a fazer má companhia ao bonito prédio que estava a levar os últimos retoques,sobretudo, nos interiores ajardinados. Ficavam mal,afastariam alguns intereressados em lá viver,ainda que os não utilizassem,mas,acima de tudo,os que o procurariam.
E assim, ali estavam alguns calceteiros,sentados,ajoelhados,a pôr pedrinhas como devia ser,para os passeios se parecerem com aquele lindo prédio,de mármores,de vidros,de largas entradas para amplo e ajardinado recinto, onde lojas se iriam abrir.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA

Era um apaixonado pela botânica. Não admirava,pois,o seu grande interesse pela Gingko Biloba,sobre a qual dissertou. Um símbolo de resistência. E o que contou parecia ser uma prova disso.
Dera em tempos uma folha a um neto para o seu herbário. Pois a folha,ao contrário,de outras,nunca secou.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

KESWICK,CUMBRIA - REINO UNIDO

http://www.flickr.com/photos/markhsal/1845235311/sizes/l/

http://www.flickr.com/photos/vtveen/2924287778/sizes/l/

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http://www.flickr.com/photos/markhsal/1845203209/sizes/l/

ST PAUL'S CHURCH,JARROW,TYNE&WEAR,REINO UNIDO

http://www.flickr.com/photos/48736861@N00/57329558/sizes/o/

http://www.flickr.com/photos/bramhall/3933661905/sizes/l/

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ÁGUAS AVARENTAS

Encontrava-se ali,já há uma hora,com um gorro enfiado na cabeça,de cana montada,e só pescara um polvo,um cefalópodo,não se fosse pensar que ele era um ignorante,mas um polvo quase acabado de nascer,e um caranguejo.
As águas andavam muito avarentas,nem pareciam as de outros tempos. Talvez fosse um efeito do que para aí se dizia,de alterações climáticas,de aquecimento,de poluição,de coisas assim. Já se apanhara por ali linguado,sargo,e até corvina,algumas de quilos. Pois naquela altura era o que se via.
Entretanto,mais um peixinho fora enganado,mas esse voltou para onde viera,depois de se lhe ter tirado o engodo,que estava muito caro.

À ESPERA

Parecia estar tudo no seu lugar,tudo muito sossegado,como que à espera. A chuva caira em abundância,garantindo reservas capazes para o que estava projectado,uma obra vital,silenciosa. Teria ainda que decorrer um certo tempo para que a obra surgisse,como acontecera tantas vezes. Ficava-se,pois,à espera,uma espera renovada,uma espera repetida,vezes sem conta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DURHAM - REINO UNIDO

http://www.flickr.com/photos/rma/2737200963/sizes/o/

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GINKGO BILOBA

http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A43ginkgo.htm

WHAT WETLANDS ARE

http://www.wetlands.org/Whatarewetlands/Whatarewetlands/tabid/1994/Default.aspx

TOTAL ECLIPSE OF THE SUN IN 1715

http://trailblazing.royalsociety.org/pdf/Astronomy.pdf

O SEU PAPEL

Uma folha seca desprendera-se da árvore e jazia no chão. A outras já acontecera o mesmo,que o chão bem o mostrava. Mas a chuva caíra,abundante,já alguns dias,pelo que a queda das folhas não seria de a terra estar seca.
Chegara,simplesmente,a vez das folhas se desprenderem das árvores,depois de terem cumprido o seu papel,por sinal,um papel essencial. Não deviam estar,tristes,pois,as folhas por no chão se verem. Tinham cumprido o que lhes estava destinado,era isso o que importava. Outro destino as aguardava,num perpétuo mudar de forma.

MUITO MELHOR

Era um bonito casaco,de vários tons de castanho. Pelo menos,ele assim o considerava,quando o via. Podia ter arranjado um igual,um ou mais,os que quisesse,mas não deu esse passo. Preferiria que o outro o tivesse,e não ele.
De resto,se ele também vestisse um assim,como é que poderia mostrar o seu agrado? Parecia interessar-lhe mais ser o outro a tê-lo,e ele não,ainda que o pudesse ter.
Tão ao contrário procedem tantos, quando se apressam a dizer que também têm isto,ou aquilo,
que um outro tem,só que muito,muito melhor.

domingo, 29 de novembro de 2009

CALTON HILL - EDIMBURGH

http://www.flickr.com/photos/jeffcapeshop/30726272/sizes/l/

EDIMBURGH VIEW

http://www.flickr.com/photos/campru/1863049599/sizes/l/

WINTER IN SOUTH SCOTLAND

http://www.bbc.co.uk/southscotland/content/image_galleries/winter_gallery.shtml

ST.ANDREWS - SCOTLAND

http://news.bbc.co.uk/local/edinburghandeastscotland/hi/people_and_places/arts_and_culture/newsid_8380000/8380479.stm

DYNAMIC ARCHITECTURE

http://www.youtube.com/watch?v=iY0Uuyf8Xhw&feature=related

THE BERG - THE BIGGEST ARTIFICIAL MOUNTAIN IN THE WORLD

http://www.archdaily.com/40755/the-berg-the-biggest-artificial-mountain-in-the-world/

O GÁS DOS PÂNTANOS

Anda muita gente preocupada com o metano,por ser ele,como bem se sabe,um tremendo gás de efeito de estufa. Trata-se de um hidrocarboneto,o benjamim de família numerosa,o muito conhecido gás natural,o gás dos pântanos.
Para além das suas muitas jazidas,e dos pântanos,isto é,das "wetlands" desse vasto mundo,não têm conta as suas naturais fontes,como sejam o estômago dos ruminantes,os sedimentos das barragens,as térmitas,os arrozais,as lixeiras,o "permafrost" das regiões polares,e outras mais,até as plantas.
Na sua gestação,ainda que não totalmente,estão,como é sabido,bactérias anaeróbias. Como para viverem precisam de oxigénio, vão-no buscar onde o há,a matéria orgânica vária,tendo artes para alterar a valência do carbono a seu belo prazer,do que resulta,ente outras coisas,o metano. Um prodígio,há que concordar.

UM BOM NATAL

Chegara cansada,a senhora,aí de uns sessenta anos. Quando se deteve,suspirou de alívio. Parecia que a mala que ela trazia ao ombro pesava toneladas. Motivo para uma observação delicada.
Não interessa o que foi debitado,o que interessa é dar conta da sua reacção. Não foi o homem que tudo estragou,foi a mulher. Teria razões para tal dizer,mas ficou-se por ali.
A intervenção continuou,em tentativas de defender a mulher. Pareceu isso não ter sido inconveniente,antes pelo contrário,pois que, à distância de mais de um mês,desejou Bom Natal a um desconhecido.

DE PÉ

Foi num sábado,noite avançada,a primeira noite de descanso a valer,depois de uma semana trabalhosa. Chegaram,não importa onde,e ali ficaram,bem para lá de uma hora,conversando,
bebendo,sempre de pé.
Finalmente,sentaram-se. Não estariam muito moídos,pelo menos,das pernas,depois de cinco infindáveis dias,talvez a uma secretária. As idades rondariam os cinquenta anos.

sábado, 28 de novembro de 2009

RED SQUIRREL PHOTO GALLERY - BBC TYNE

http://www.bbc.co.uk/tyne/content/image_galleries/red_squirrel_gallery.shtml?4

THE SHEEP BREEDS OF CUMBRIA

http://www.visitcumbria.com/sheep.htm

THE STAGE GATESHEAD CONCOURSE

http://www.bbc.co.uk/tyne/content/panoramas/sage_concourse_balustrade_360.shtml

BARBED WIRE(ARAME FARPADO)IMAGES

http://www.barbwiremuseum.com/barbedwireimages.htm

MUITO TEMPO

O senhor bateu à porta,manhã cedo. Desculpe se o fiz levantar da cama. Não têm que pedir desculpa,pois não é esse o caso,que eu cedo me levanto e tarde me deito.
Olhe que comigo sucede o mesmo. É que temos,depois,muito tempo para dormir.

O TARECO

É só sair à rua,para,estando para isso,arranjar logo para uma história. Era um senhor,um cavalheiro,já com uma bonita idade,acompanhado de uma senhora,com modos de ser a sua esposa. Uma outra senhora,de carro,acabara de ter um proceder,não importa qual,de que ele não gostara.
Pois o senhor,o cavalheiro,além de comentar eu logo vi,é uma mulher ao volante,lança da sua boca um caudal de escolhidas palavras,de primeira apanha,do melhor. Quer dizer,seriam essas palavras as que ele usaria,certamente,lá em casa,pelo que a esposa e o tareco já não estranhariam.

A PROPÓSITO DE PLÁSTICOS

Como se sabe,o plástico não biodegradável tem causado graves problemas ambientais.É o caso dos "mares de plástico" por esses oceanos,com implicações na vida da sua fauna e flora, e é o caso de inundações por entupimento de drenos. A sua combustão também tem contribuído para o aumento dos teores de anidrido carbónico do ar.
Não admira,pois,que venha sendo, cada vez mais, substituído por plástico biodegradával. Isso tem sido feito por vários processos,químicos ou biológicos,a partir,sobretudo,de amido. Problemas,todavia,persistem. Em primeiro lugar,amido,significa comida,quer dizer,competição com alimentos,com os conhecidos reflexos sociais. Depois,a biodegradação,aeróbia ou anaeróbia,tem custos,não sendo menor o ambiental,pois gases se libertam,anidrido carbónico,nas duas modalidades,e metano,na anaeróbia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

SÓFIA:DIAS DA LUSOFONIA

http://www.instituto-camoes.pt/jcalpro/sofia-dias-da-lusofonia.html

ONE WORD:BIOPLASTICS

http://web.mit.edu/newsoffice/2009/bioplastics.html

BELVEDERE COLLECTION

http://www.belvedere.at/jart/prj3/belvedere/main.jart?rel=en&content-id=1169655776863&reserve-mode=active

PLASTICS BIOENGINEERED WITHOUT FOSSIL FUELS

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091123083702.htm

OCEANS ABSORBING CARBON DIOXIDE MORE SLOWLY

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091124140957.htm

HOST PLANT GENOME OVERCOMES THE LACK OF A BACTERIAL GENE FOR SYMBIOTIC NITROGEN FIXATION

http://www.nature.com/nature/journal/v462/n7272/edsumm/e091126-11.html

MÚTUA SATISFAÇÃO

Fora grande a surpresa dos dois,pois já se não viam há uns bons tempos. Eram eles de muito diferentes idades. O mais novo andara mal,mesmo muito mal,talvez de ruim doença,e o mais velho,ora o mais velho,estaria já cá a mais.
Mas,afinal,ali continuavam os dois,o mais novo com ar remoçado,não parecendo o mesmo,e o mais velho,embora alquebrado,lá teimava. Para além da surpresa,pode dizer-se que houve mútua satisfação, por constatarem que andavam os dois ainda por cá.

DAR E VENDER

O ar,como se sabe,é muito rico em azoto. Trata-se,porém, de um gás que não é utilizável,directamente,pelas plantas.
Para isso acontecer,tem de ser este gás transformado,o que pode ser feito industrialmente,via amoníaco, óxido nítrico e cianamida cálcica,por acção dos relâmpagos, e por certas bactérias que há nos solos,as bactérias fixadoras de azoto atmosférico.
Pode dizer-se,pois,que estas bactérias,apesar de serem muito pequeninas,possuem energia para dar e vender. É caso para dizer,também,que os seres não se medem aos palmos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

THE ROAD TO COPENHAGEN

http://scitizen.com/stories/in-depth/the-road-to-copenhagen/

FIVE REASONS WHY WE CAN DEFEAT HUNGER

http://desertification.wordpress.com/2009/11/26/five-reasons-why-we-can-defeat-hunger-wfp/

CHINA UNVEILS CARBON TARGET FOR COPENHAGEN DEAL

http://www.newsdaily.com/stories/tre5ap11h-us-climate-copenhagen/

"SAFETY VALVE" PROTECTS PHOTOSYNTHESIS FROM TOO MUCH LIGHT

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091125135136.htm

NASA SATELLITES DETECT UNEXPECTED ICE LOSS IN EAST ANTARCTICA

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091125230727.htm

EU NUNCA TIRO SENHA

A senhora está primeiro,chegou antes. A senhora não tirou senha? Eu nunca tiro senha.
Sabem,nascera lá no "monte",vivera lá no"monte",longe da vila,longe da escola. Depois,os trabalhos,a ida à fonte,coisas assim,para ajudar os pais. Depois,casara e viera para a cidade. Depois,os filhos,os trabalhos,a vida. Eu nunca tiro senha.

SEM FÓSFORO NADA FEITO

É baixo o teor de fósforo tanto nos solos,como nas águas dos oceanos,havendo vestígios dele no ar. O fósforo é,porém,como bem se sabe, um elemento essencial à vida,pois entra na estrutura de moléculas fundamentais,como os ácidos nucleicos,DNA e RNA,o ATP,armazenador de energia,e fosfolípidos, das membranas celulares.
Como tem sido possível com tais teores haver vida continuada? Os oceanos como que se têm bastado a si mesmos,por uma constante renovação do fósforo,mercê da decomposição,sobretudo,de fitoplancton,pela continuada vinda de água de rios,pela queda de poeiras.
Nos solos,a situação tem sido muito diferente. Muito fósforo tem saído dos solos pelos produtos dele retirados,e uma grande parte tem ido para as águas de drenagem e para os esgotos
Para assegurar a alimentação,de pessoas e animais,tem sido necessário recorrer a adubos,a partir de jazidas de fosfatos,que se têm exaurido. Perante tal perspectiva,há que tomar medidas,que têm sido implementadas,como seja a procura de mais reservas de fosfatos sedimentares,pedir a colaboração de microorganismos dos solos para incrementar a sua disponibilidade,poupando adubações, fertilizar mais racionalmente e emprego de resíduos.
Tudo isto,na certeza de que sem fósforo nada feito.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

WHEAT CROPS HELPED BY WEATHER

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20602013&sid=ahbRECrE.LhU

ANTS USE BACTERIA TO MAKE THEIR GARDEN GROW

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091119141032.htm

RADICAIS LIVRES E ANTIOXIDANTES

Radical livre é um átomo ou grupo de átomos com um electrão desemparelhado na camada externa,ou camada da valência. São capazes,assim,de reagir
prejudicialmente. Os antioxidantes,ao combinarem-se com radicais livres,
cedendo-lhes electrões,na sua qualidade de redutores,previnem,ou atenuam,
reacções indesejáveis,como se oferecendo em alternativa,"imolando-se".
São vários os antioxidantes,enzimáticos,ou não. Dos não enzimáticos,contam-se,como se sabe,as vitaminas C e E,o beta-caroteno,percursor da vitamina A,o licopeno e os flavonóides(polifenóis),como as antocianinas e as flavonas.

APARATOSOS TRAMBOLHÕES

Não se viu bem o que era. Tratava-se de uma coisa negra,talvez casca,ou talvez carapaça,de forma arredondada,muito volumosa,que uma formiguinha estava disposta a levar lá para o celeiro.
Os trabalhos em que ela se meteu. Para já,a extensão da caminhada,para desanimar um qualquer. Depois,os obstáculos a vencer,sobretudo,apertados desfiladeiros. Pareceu,porém,terem sido estes as vias privilegiadas,muito procavelmente,por neles encontrar piso mais do seu agrado.
De todos esses trabalhos,são de assinalar os aparatosos trambolhões que foi obrigada a dar,arrastada pelo peso da mercadoria,quando decidia puxar por ela,em vez de a transportar ao alto. Terá sido uma sorte não ter quebrado uma perna,ou a cabeça. Mas lá se recompunha,rapidamente,prosseguindo a viagem.
Finalmente,e já não era sem tempo,que as forças já estariam faltando,lá se sumiu sob um montão de raminhos e de folhas, a despedirem-se.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

GLACIER LOSS ON KILIMANJARO CONTINUES UNABATED

http://www.pnas.org/content/106/47/19770

CENSUS OF MARINE LIFE - IMAGE GALLERY

http://www.coml.org/imagegallery/

SEM RESERVAS

Deixara de bater à porta,onde,aliás,não era mal recebido. Mas continuara na sua vida de às portas bater. E,de vez em quando,encontravam-se,nos caminhos da sua peregrinação teimosa,e,aparentemente rendosa.
A figura era esguia,o seu andar era decidido,de passada bem batida,desportiva. Quando se cruzavam,cumprimentavam-se,como conhecidos de longa data,naturalmente,sem reservas.

OLHOS VERDES

Olhe que o tabaco mata. Já sei. Um já sei àspero,duro,rugoso,afiado,seco,
furioso,mau,capaz não se sabe de quê. Uma cara bonita,mesmo muito bonita,uns olhos verdes que pareciam querer "matar".

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

U.S.TO BRING EMISSIONS CUT TARGET TO COPENHAGEN TALKS

http://www.newsdaily.com/stories/tre5am38k-us-climate-greenhouse/

DEEP-SEA WORLD BEYOND SUNLIGHT

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091122161740.htm

SÃO NICOLAU - CABO VERDE

http://www.youtube.com/watch?v=A9E1Csj42mA

STRAIT OF MAGELLAN - ESTRECHO DE MAGALLANES

http://www.youtube.com/watch?v=wePIR1K-x5k

PENGUINS - BBC

http://www.youtube.com/watch?v=9dfWzp7rYR4

SOL NA EIRA

As coisas não iam nada bem,tal como acontecera no passado. Eram sempre as mesmas queixas,qualquer que fosse o tempo. É que não havia forma de haver Sol na eira,e chuva no nabal.

UM DESEMPATE

Tinha plateia,pelo que aproveitara para desabafar. Nos tempos que corriam,
dissera ela,já não havia camaradagem. Era cada um para seu lado. Ninguém contestara,parecendo com ela concordar. Não era assim dantes. Mas aqui,o silêncio fora o mesmo. Ela continuara,esperando,talvez,um desempate.

domingo, 22 de novembro de 2009

ALKALINE GUT OF TERMITES

http://charles_w.tripod.com/laterite.html

TERMITE MOUNDS

http://www.flickr.com/photos/casadequeso/1751159814/sizes/l/

http://www.flickr.com/photos/artbandito/67821050/sizes/o/

http://www.flickr.com/photos/momentaryglimpse/2703308679/sizes/l/

TERMITES CREATE SUSTAINABLE MONOCULTURE FUNGUS FARMING

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091120000437.htm

NEW JERSEY PASSAIC RIVER AT THE PATERSON FALLS

http://www.youtube.com/watch?v=lwMO1EI0WCs&feature=related

DAVA JEITO

O Rei das Malas. Era o que estava lá escrito na tabuleta,já um tanto enferrujada. Mais um rei. Tantos reis,disto e daquilo. Todos reis. Dava jeito.

SORTE GRANDE

Admitindo ser a vida um precioso bem,qualquer que seja o estádio dela,esteja ela onde estiver,nada lhe deveria faltar.
Sendo todas as vidas preciosos bens,poderá querer isto implicar um tratamento igual para todas elas.
Assim,não faria sentido que qualquer vida fosse deixada à sua sorte.É que sendo todas as vidas preciosos bens, a mesma sorte as deveria esperar,talvez uma sorte grande.

sábado, 21 de novembro de 2009

WORKINGTON DAMAGE FROM THE AIR

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/8372199.stm

COCKERMOUTH FLOOD DAMAGE AERIAL VIEW

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/8372108.stm

IN PICTURES:COCKERMOUTH FLOOD DAMAGE AFTERMATH

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/8371944.stm

RESPIRAÇÃO DOS SOLOS

Os solos têm vida,quer dizer,respiram. Dessa respiração, resulta,naturalmente,
anidrido carbónico. Vem este da respiração das raizes e dos seus exudados,da respiração de microorganismos,bactérias e fungos, e da respiração de fauna,
miúda e grossa,como nemátodos,formigas e minhocas. Por tudo isto,o ar que circula nos solos tem uma maior concentração de anidrido carbónico do que o da atmosfera. Esta concentração varia,como era de esperar,dependendo de diversos factores,como a temperatura e a humidade.

GOLDEN GATE BRIDGE - SAN FRANCISCO

http://www.virtualguidebooks.com/CentralCalif/SanFrancisco/GoldenGateBridge/GGBridgeMidSpan_F.php

GALERIA DE WORLD BANK PHOTO COLLECTION - LADSCAPES

http://www.flickr.com/photos/worldbank/sets/72157601416985202/

FANTASMAS

Eram as últimas casas de uma rua antiga,larga,de uma rua sem seguimento,como se fosse um beco. Reinava ali um grande sossego,pois apenas uma voz se ouvia,uma voz à janela.
Era o falar de alguém já de muita idade. Falava,falava,um falar sem fim. Era de fugir dali,que haveria fantasmas.

VINHA SÓ

No segundo encontro,o moço superdotado não esteve tão falador. Vinha da escola,e ,como da primeira vez, vinha só. Alguma coisa lhe correra mal,que a cara respirava tristeza.
Mas ainda deu um ar do seu muito saber. Sim,não é isso novidade para mim. Apenas uns quatro ou cinco por cento do universo é conhecido,e, mesmo assim,
mal. A maior parte,ou é matéria escura,ou energia escura.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

LISBOA - PRAÇA DO COMÉRCIO

http://lisbon.arounder.com/en/city-tour/praca-do-comercio.html

VERONA - ARENA

http://verona.arounder.com/en/theatre/arena-di-verona/the-arena-show.html

CAVES - NATIONAL GEOGRAPHIC

http://science.nationalgeographic.com/science/photos/caves-gallery/glacier-caving.html

MIRROR ROOM,SCHOENBRUNN PALACE - VIENA

http://austria-360.at/wien/page-spiegelzimmer.html

HOW CROPS SURVIVE DROUGHT

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091118143255.htm

MAIZE GENOME

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091119141211.htm

STEADY RECOVERY IN COMMODITY DEMAND

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20602013&sid=akxRDhoNk_yQ

AZEDUME

Era um caso de muito pensar. Viera ao mundo carregado de dotes,
pelo que arrumava a um canto,muito tolhidinho,o comum dos mortais,
assombrado com tanta luminosidade.
Deveria espelhar-se,assim,em toda a sua figura,mas,muito em especial,na sua cara,nos seus olhos,na sua boca,uma satisfação imensa,única,irrompendo lá de dentro, impetuosamente,mil vezes incontida.
Mas não,mas tudo muito ao contrário. E era um azedume que dele brotava,por
tudo,e por nada,azedume nos gestos,azedume nos olhares,mas muito,muito acima destes,azedume nas palavras,de um azedume tal que parecia tudo querer dissolver.

UNS BURAQUINHOS

Era aquele um espaço a jardim destinado. O jardim lá está para quem o quiser visitar. Mas de visitas de gente muita está bem livre ele,que para o visitar muitos degraus se tem de trepar.
Na falta de gente,não falta quem o percorra,detendo-se,até,assim estejam para isso. E são as formiguinhas de todos os tamanhos,e são os passarinhos de canto diverso,e são as borboletas de matizes várias.
E é o ar que por ali circula,e é o Sol,ou a chuva, que lhe dão vida. O jardim a todos agradece,e alegra-se,para compensar as vezes em que se põe muito triste, por uns buraquinhos que lá puseram para deles água sair, se esquecerem da sua função,não por culpa deles,claro está,mas por se entupirem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

VADRET DA MORTERATSCH GLACIER,SWITZERLAND

http://www.flickr.com/photos/inspiration_point_studio/1308297534/sizes/l/

SOBRE A COUVE-FLOR(CAULIFLOWER)

http://www.whfoods.com/genpage.php?tname=foodspice&dbid=13

EGYPT WOOS INDIAN INVESTMENT IN RENEWABLE ENERGY

http://beta.thehindu.com/business/article51646.ece

RAPID RETREAT OF TIBET'S GLACIERS

http://beta.thehindu.com/news/international/article41927.ece

EÇA DE QUEIRÓS - POR CARLOS REIS

http://cvc.instituto-camoes.pt/figuras/equeiros.html

VEJA LÁ...

Então,o seu filho está bom? Sim,está bom e está bem. Tem,às vezes,lá uns ameaços,mas aquilo passa. Mas está bem,está mesmo muito bem,não podia estar melhor. Veja lá...

JORROS DE LUZ

Ia ficar uns meses e viera de longe. Oito andares,uma cave. Uma dezena de departamentos. Recebeu uma chave da porta da cave,para entrar sempre que o desejasse,à noite,de madrugada,nos domingos e feriados.
Há que trabalhar,aproveitando todas as horas,quando não se anda a passear. Assim,ali,o entendiam muitos a quem uma chave destas era entregue. Era isso bem visível à noite,em todos os altos edífícios que por ali se erguiam. Jorros de luz saíam deles,e o muito vidro denunciava o movimento que ia por lá.

UMA CASINHA

Essa máquina faz um bom serviço,não lhe parece? Corta a relva e deixa-a ficar na terra. Era um moço de vinte e três anos,alto e magro,de cara para o triste. Tinha vindo lá da sua terra distante há já seis anos.
Então, os seus pais,vieram também? Não,já têm a sua casinha. Quem o trouxe? Foi o meu primo,o encarregado aqui do jardim. Deve ter passado por ele,que anda lá para baixo a cuidar das palmeiras. Ele já tem também a sua casinha,ele e a minha prima.
Quereria,certamente,o moço triste poder ter,também, a sua casinha. Sonharia com ela,noite e dia,dia e noite.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

BULGÁRIA FOTOS

http://pt.trekearth.com/gallery/Europe/Bulgaria/

AFRICA POPULATION TOPS A BILLION

http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/8366591.stm

FOSSIL FUEL CARBON DIOXIDE EMISSIONS UP BY 29 PERCENT SINCE 2000

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091117133504.htm

PORTUGUÊS EM DESTAQUE NA EXPOLÍNGUA DE PRAGA

http://www.instituto-camoes.pt/republica-checa/portugues-em-destaque-na-expolingua-de-praga.html

ESCRITÓRIOS

Guardado está o bocado para quem o há-de comer. E a coisa começou assim. Um dia,talvez um lindo dia de Sol,ou de muita chuva,quem sabe,um benemérito,cheio de muito boas intenções,lembrou-se de aproveitar o topo de uma colina ajardinada para nele instalar uma biblioteca e uma casa de chá. Juntava,pois,o muito útil ao agradável.
As paredes,os tectos,e alguns apetrechos surgiram,e até deram motivo para festa,aliás,bem merecida. Só que o resto não se dignou vir à luz do dia. E o tempo foi passando com o cortejo do costume,que é escusado apontar.
De repente,o lugar ganhou vida. Mas para isso, houve que varrer o muito entulho que por lá se via. Mas as intenções parece serem outras,pois fala-se em escritórios.

THE ROYAL COLLECTION - GALLERY ONLINE

http://www.royalcollection.org.uk/eGallery/

RAFAEL BORDALO PINHEIRO

http://www.vidaslusofonas.pt/rafael_b_pinheiro.htm

MARIA DA FONTE

http://www.arqnet.pt/dicionario/mariafonte.html

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AMADEO E LUCIE DE SOUZA CARDOSO - BIBLIOTECA DE ARTE,FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

http://www.flickr.com/commons/tags/fundaçãocaloustegulbenkian/interesting/

DO AZOTO

Como se sabe,o azoto é um elemento vital,pois entra na constituição de substâncias essenciais,como proteínas e ácidos nucleicos. É o gás mais abundante na atmosfera,cerca de oitenta por cento em volume. À temperatura ordinária,não se combina com qualquer outro elemento,como se fosse inerte. Mas a altas temperaturas,em presença do oxigénio,forma vários óxidos. É o que acontece,pelo menos,com os relâmpagos. Para isso ocorrer,a molécula desdobra-se nos seus dois átomos. Pois o mesmo conseguem fazer certas bactérias fixadoras do azoto atmosférico. É caso para dizer que os seres não se medem aos palmos.

O HOMEM

"Formou Deus o homem e o pôs num paraiso de delícias;tornou a formá-lo a sociedade e o pôs num inferno de tolices.
O homem - não o homem que Deus fêz,mas o homem que a sociedade tem contrafeito,apertando e forçando em seus moldes de ferro,aquela pasta de limo que no paraíso terreal se afeiçoara à imagem da divindade - o homem assim aleijado como nós o conhecemos,é o animal mais absurdo,o mais disparatado e incongruente que habita na terra."

ALMEIDA GARRETT
Viagens na Minha Terra
Livraria Popular
1935

SANTARÉM

"Santarém é um livro de pedra em que a mais interessante e mais poética parte das nossas crónicas está escrita. Rico de iluminuras,de recortados,de florões,de imagens,de arabescos e arrendados primorosos,o livro era o mais belo e o mais precioso de Portugal. Encadernado em esmalte de verde e prata,pelo Tejo e pelas suas ribeiras;fechado a broches de bronze,por suas fortes muralhas góticas;o magnífico livro devia durar sempre,enquanto a mão do Criador se não estendesse para apagar as memórias da criatura."

ALMEIDA GARRETT
Viagens na Minha Terra
Livraria Popular
1935

O SEU JEITO

A ordem era proibir. Pois queria ele lá saber. Fique sabendo que é de graça. Está bem,mas vou dizer que foi pago. E se levasse meia dúzia lá para casa? Nem pensar,que era dinheiro deitado à rua. Traga das mais baratinhas. Fazia ouvidos de bom mercador. Cada um tinha um nome,mas ele tinha os que podia arranjar. Ele era assim,era o seu jeito,pelo que não havia nada a fazer.

UM PACTO PARA A EDUCAÇÃO

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=1422609

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

JOSEFA DE AYALA OU O ELOGIO DA INOCÊNCIA

http://www.esec-josefa-obidos.rcts.pt/josefa_ayala/vidobra.htm

A PROPÓSITO DO ÓXIDO NITROSO

Um dos gases de efeito de estufa é,como se sabe,o óxido nitroso(N2O). Este gás é produzido por algumas vias,entre as quais se contam a combustão da gasolina e do gasóleo,e a redução de nitratos.
Ora,quando se faz referência a nitratos,alguém podia ser levado a pensar que o seu uso na agricultura deveria ser limitado,ou,até,banido.É claro que isso seria um muito mau proceder,porque, sem esse uso, os nitratos que as terras
naturalnente têm não dariam para as encomendas.
Ora as plantas sempre precisaram de nitratos,porque sem eles nada feito. São nitratos que vêm directa,ou indirectamente,de materiais orgânicos dos solos,ou a eles adicionados,caso dos estrumes,são nitratos derivados do azoto atmosférico fixado por microorganismos,como bactérias em associação com as raizes de leguminosas,são nitratos resultantes do ácido nítrico,dos relâmpagos e das chuvas.
Quer isto dizer que uma parte do óxido nitroso que anda por aí na atmosfera provém de factos da natureza,não havendo volta a dar-lhe. Pode dizer-se ainda que o azoto atmosférico não começou a ser fixado com o advento da agricultura. Isso já vinha sendo feito desde que apareceram leguminosas a hospedar nas suas raizes bactérias fixadoras de azoto atmosférico,o que foi uma sorte,pois os relâmpagos e as chuvas não davam conta do recado.

MODO DE VIDA

Fora volumosa,pelo menos,a colheita daquele dia,a atentar no saco de plástico azul que ele trazia às costas. Quanto à valia era capaz de não ser para enjeitar,que ele ia cantarolando.
A cana de pesca que há dias descobrira estava,pelos vistos,a prestar-lhe um
notável serviço. Ficara lá no buraco a descansar,que novos trabalhos a esperavam,pois o dono não havia meio de arranjar outro modo de vida,de que parecia gostar muito.

FAO - WORLD SUMMIT ON FOOD SECURITY

http://www.fao.org/wsfs/world-summit/en/

domingo, 15 de novembro de 2009

AN APPLE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY

http://www.phrases.org.uk/meanings/an-apple-a-day.html

EUROPEAN PAINTINGS - THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART

http://www.metmuseum.org/search/iquery.asp

ESTRELA

http://2.bp.blogspot.com/_Vej-Xy9dd08/SwBchhfN7qI/AAAAAAAABtU/lzdHdDY-O2U/s1600-h/P6102016-34.JPG

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR
Título do autor

OFFSHORE WIND POWER SOLUTIONS

http://www.vestas.com/en/wind-power-solutions/offshore.aspx

CHINESE WIND TURBINE

http://scitizen.com/stories/future-energies/2009/11/The-Real-Policy-Lesson-From-the-Chinese-Wind-Turbine-Scare/

PERMANENT STORAGE OF CARBON DIOXIDE IN GEOLOGICAL RESERVOIRS

http://www.nature.com/ngeo/journal/vaop/ncurrent/abs/ngeo683.html

ALTERNATIVE ENERGY

http://www.alternative-energy-news.info/

O SETEMBRISMO

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/liberalismo/lib1836.html

MAIS UM INCÊNDIO

Já passava do meio-dia,mas a porta das sopinhas ainda não abrira,pelo que os convivas esperavam no jardim em frente,onde havia meia dúzia de bancos.

Ele ainda não chegara,o que era para muito admirar,pois vinha cedo,talvez para ser dos primeiros,que o seguro morreu de velho.

Seria um fogo de há uns dois ou três dias a razão de tal ausência? É que ele confessara estar pernoitando numa casa abandonada. E uma casa assim,ali perto,fora a vítima de mais um incêndio,desta vez,consumindo-lhe o telhado.

O que teria acontecido?

sábado, 14 de novembro de 2009

AMERICAN STORIES:PAINTINGS OF EVERY DAY LIFE,1765-1915

http://www.metmuseum.org/special/americanstories/objectView.aspx?oid=0&sid=2

ATMOSPHERIC NITROGEN DEPOSITION

http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/sci;326/5954/835?maxtoshow=&HITS=10&hits=10&RESULTFORMAT=&fulltext=airborne+nitrogen&searchid=1&FIRSTINDEX=0&issue=5954&resourcetype=HWCIT

ON THE ORIGIN OF RELIGION

http://www.sciencemag.org/cgi/content/summary/326/5954/784

ALGAS UNICELULARES

http://curlygirl3.no.sapo.pt/algasunicelulares.htm

CIANOBACTÉRIAS

http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2004/microorganismos/CIANOBACTERIAS.html

PHOTOSYNTHESIS IN THE OPEN OCEAN

http://www.sciencemag.org/cgi/content/summary/326/5955/945

OZONE-DEPLETING SUBSTANCES

http://www.sciencemag.org/cgi/content/summary/326/5955/940

DE GRAÇA

Então,mudou de emprego? Não,é que eu tenho dois. Este,é de tarde,o outro,é de manhã. É claro que lá em casa também me espera mais um,mas esse não conta,é de graça.
Tem de ser assim,senão não dava para aquilo de que a gente precisa. E é aproveitar enquanto se é nova,embora eu já não seja assim muito nova.Mas é a vida,o que se há-de fazer? O que peço é que a saúde não me falte.

DO SANGUE E DOS OCEANOS

O pH do sangue é 7,4. Neste pH,muito pouco ferro está dissolvido. Tendo o sangue ferro na sua constituição,quer dizer que a hemoglobina,de que o ferro faz parte, o retém com uma altíssima estabilidade. Mais ainda,a tamponização no sangue é elevada também,garantia de muita fraca variação no pH.
Coisa um tanto semelhante se passa com a água dos oceanos,que ainda tem um pH mais elevado,à volta de 8. Assim,o fitoplancton não se desenvolveria,pois o ferro,embora não entre na estrutura da clorofila,tem de estar presente para que a fotossíntese tenha lugar. E é aqui que intervêm os sideróforos,agentes complexantes do ferro,elaborados por microorganismos que se desenvolvem em ambiente pobre em ferro dissolvido.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

WHEAT PRICE RISES AS MORE U.S. GRAIN MAY BE USED AS ANIMAL FEED

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20602013&sid=atVjxbKWKfKU

REINVENTED SYRIA

http://ngm.nationalgeographic.com/2009/11/syria/kashi-photography

ENERGIA EÓLICA - PORTUGAL 11%

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091112191511.htm

ANCIENT LOTHIAN

http://www.cyberscotia.com/ancient-lothian/leaves/places/index.html

MER DE PLASTIQUE

http://mondedurable.science-et-vie.com/2009/10/lenvol-de-lalbatros-menace-par-la-«mer-de-plastique»/

RECUO DOS GELOS DA ANTÁRCTIDA ESTÁ A ABSORVER CARBONO

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1418196

Mas isso é o que o fitoplantcton de todos os oceanos tem feito ao longo de milénios,e não só,como se sabe. Onde haja clorofila lá está um sequestrador do carbono,via CO2,nas florestas,nas ervinhas. O degelo apenas acrescenta mais uma área para o fitoplancton se expandir. Servirá isso, sim, para compensar, de algum modo, a desflorestação,e,claro,a combustão desenfreada de gasolina,
etanol,gasóleo e muitos outros que tais,que vai empestando o rico arzinho que se tem de respirar para se ir vivendo,como DEUS,ou o Big Bang,permite.
Não é de "ajudas" destas que Copenhaga Dezembro 2009 precisa,antes dispensa."Ajudas" destas são uma rica ajuda para atrasar as medidas que se impõem. Manda-se passear as energias alternativas que muitas são,as energias limpas,do Sol,do Vento,das Marés,das Ondas,do H2,da Geotérmica,da Água. São caras,diz-se,não rendem. E assim,de rendimento em rendimento,lá se vai vivendo,e morrendo.

NEW CARBON DIOXIDE STORE

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091109121117.htm

Como o título indica(new),não é nada de novo,um nada dum tamanho tal que inclui tudo quanto se foi passando ao longo de dilatados tempos. O "crude" e o gás que saiu e vai saindo das entranhas da Terra teve a mesma origem,ou seja,os sedimentos dos muitos milhões e milhões de seres oceânicos,e não só, que foram indo desta para melhor.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

2009 GLOBAL HUNGER INDEX

http://www.ifpri.org/publication/2009-global-hunger-index

OUTROS APETRECHOS

Estão vivos,corre-lhes sangue nas veias,sangue venoso e arterial. Têm coração,
cabeça ,estômago e outros apetrechos. Tudo isso funciona à margem dos seus cuidados. É vermelho o sangue arterial porque há oxigénio.
São coisas lá do Big Bang. Que Inteligente ele era.

KASHMIR GLACIERS SHRINKING AT "ALARMING" SPEED

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jyHFyBnaNmTx5CG8rap7tt2MqqNg

PHOTO GALLERY:RAIN FOREST DEFORESTATION

http://environment.nationalgeographic.com/environment/photos/rainforest-deforestaton.html

BRAZIL MULLS MAJOR CLIMATE ACTION

http://www.nature.com/news/2009/091102/full/462018a.html

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A BARBA

Teria vinte anos,quando muito. Era alto,magro e a barba estava por fazer. Sentou-se,com um fundo suspiro,de cansaço. Apetecer-lhe-ia deitar-se,mas ali não podia,que havia muita gente. O que iriam pensar?
O comboio levou-o,para o trabalho,ou para a faculdade,que ele era estudante trabalhador. No trajecto,passou por dois parques atulhados de carros,a maior parte,certamente,de estudantes,que ali perto estava uma unversidade.
Que jeito lhe faria ter também um carro. Talvez nem precisasse de trabalhar. Teria arranjado tempo,pelo menos,para fazer a barba.

YORK&NORTH YORKSHIRE IN PICTURES: NOVEMBER 2009

http://news.bbc.co.uk/local/york/hi/people_and_places/nature/newsid_8340000/8340677.stm

UNITED NATIONS CLIMATE CHANGE CONFERENCE 2009

http://en.cop15.dk/

COMPUTER FREE WALLPAPERS

http://www.computerfreewallpapers.com/category/Nature/

domingo, 8 de novembro de 2009

É DE COMER NOZES

Chegaram as nozes,é de as comer,assim o aconselha a sua composição. Além de tudo o mais,que a noz é uma semente,portanto,com tudo o necessário para o arrancar de uma vida,tem ainda apreciáveis teores de antioxidantes,como a vitamina E, e de ácidos gordos ómega-3. Aos primeiros,como se sabe,é atribuído acção favorável no contrariar as maldades dos radicais livres,e aos segundos, o papel de diminuir os riscos de doenças cardiovasculares.
É de as comer,pois,sem exageros,claro,como em tudo o resto.

FLICKR,THE COMMONS - PORTUGAL

http://www.flickr.com/commons/tags/portugal

NÃO HÁ NADA A FAZER

Olhe que o tabaco mata. Era uma forma de dirigir a palavra a este,ou àquele,a quem calhava,desde que não tivesse cara de o mandar passear,dar uma volta. Foi sempre bem recebido,pois quem avisa bom amigo é.
As respostas eram,no geral,as mesmas. Diz bem,mas é um vício que não me larga,não há nada a fazer. Pois é,mas a gente tem de morrer,desta ou daquela maneira,mais tarde,ou mais cedo. Ninguém fica cá para semente.
Quer dizer,não há nada a fazer.

sábado, 7 de novembro de 2009

TER ASAS E QUERER VOAR

http://2.bp.blogspot.com/_Vej-Xy9dd08/Su6W_pcrmsI/AAAAAAAABsM/cOWHJqYg3ic/s1600-h/PB014037.JPG

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

Título do autor

DEVELOPMENT AND CLIMATE CHANGE

http://www.sciencemag.org/cgi/content/summary/326/5954/771

ABIOTIC GAS FORMATION DRIVES NITROGEN LOSS FROM A DESERT ECOSYSTEM

http://www.sciencemag.org/cgi/content/short/326/5954/837

COMMON PLANTS CAN ELIMINATE INDOOR AIR POLLUTANTS

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091104140816.htm

COOPERAÇÃO

O que ele mostrava ser amigo dos pobrezinhos. É que,por tudo,e por nada,não se cansava de os lembrar a outros.
Constava,porém,não ser ele um benemérito por aí além,ainda que o pudese ser. Estaria a contar com larga cooperação,para a qual muito trabalhava.

IRREQUIETOS

Raramente passava gente por ali. Talvez por isso, os pombos das redondezas procuravam aquele recatado e amplo espaço. Pousavam onde mais lhes apeteceria,em altos postes,nos telhados,no chão,sítios assim. Mas eram eles muito irrequietos,não aquecendo lugar.
De repente,levantavam voo,mudando de poiso. Não se via razão para esse mudar. Não bulhavam,não se ouvia um ruído,não fazia uma aragem mais forte. Quer dizer,teriam nervoso miudinho,ou andaria por lá algum bichinho que os estivesse a incomodar demasiado.
É que eles,de vez em quando,davam grandes bicadas neles mesmos. Estariam com a mosca.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

"Formulou-se então uma nova hipótese para explicar a extinção dos dinossauros. A grande abundância de irídio resultaria da colisão de um asteróide com vários quilómetros de diâmetro com a Terra há cerca de 65 milhões de anos. O seu impacto com a superfície terá sido tremendo,dando-se a vaporização de rochas e de solo em torno do ponto de impacto. As poeiras e partículas resultantes,uma vez na atmosfera,terão permanecido em circulação em torno da Terra durante meses ou anos,obscurecendo a superfície do planeta. Sem luz em quantidade,as plantas teriam definhado ,o que é confirmado pela análise de fósseis. Em consequência do desaparecimento da maioria das plantas,os animais herbívoros teriam começado por sua vez a desaparecer,
seguidos depois pelos carnívoros. A redução das fontes alimentares teria afectado mais,e mais depressa,as espécies maiores,consumidoras de maiores quantidades de alimentos. Deste modo,os enormes dinossauros ter-se-iam extinguido por falta de comida."

Raymond Chang
Química 5ª Edição
McGraw-Hill
1994

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

REACÇÕES DE OXIDAÇÃO-REDUÇÃO

Reacções de oxidação redução(ou redox) são reacções em que há transferência de electrões. Na natureza,não têm conta as reacções deste tipo.
Quando duas substâncias reagem entre si deste modo,uma delas, liberta electrões,a outra, capta-os. Quer dizer,a que capta electrões é o oxidante,a que os liberta é o redutor.
O termo oxidação foi usado,primeiramente,para reacções com o oxigénio,
generalizando-se,depois,para reacções sem o oxigénio.
Uma reacção deste tipo é a que se passa na combustão de substâncias orgânicas,incluindo as que ocorrem por via microbiana. Aqui,é o carbono de uma substância o redutor, que liberta electrões,e o oxigénio o oxidante, que os capta.

A DEVER NADA

Não havia nada a fazer. Acabava de ouvir uma novidade,coisa de muito interesse,e apressava-se a transmiti-la,confiante em que iriam gostar. Pois, de duas,uma. Ou interrompiam,ainda não ia a meio,anunciando uma das muito deles,ou então,deixando-o chegar ao fim,brindavam-no com uma lá das muito deles. Uma espécie de troca por troca,para não ficarem a dever nada,o que seria,não uma morte,mas quase. Eram assim.

CAIXOTE DO LIXO

Já se não podia dormir,ou comer,descansado. Estava a boa da larva, lá muito sossegadinha ,num profundo sono,ou a deleitar-se com mais um bocadinho da maçã reineta,quando veio o homem,e foi quase o fim dela.
Certo é que o homem não a mandou logo desta para melhor,que a tanto não se atreveu,mas isso não estaria longe,pois,sem dó,nem piedade,enfiou-a no caixote do lixo. E lá ficou o homem com a sua maçã,indo,talvez,depois,dormir,não se sabendo se descansado,ou não.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PORTA FECHADA

Viera a chuva,mas não contentara todos. Era o que estava acontecendo a uma meia dúzia de formiguinhas. Tão desorientadas estavam elas,que metia dó.
Tinham ido dar uma volta,e,no regresso a casa,deram com a porta fechada. Fora a chuva que a tapara. Não sabiam,naquela altura,para onde ir. Quem lhes acudiria?

À SUA SORTE

Pobres daquelas folhas,tal o desassossego em que tinham mergulhado. As árvores já não precisavam delas,talvez por terem os celeiros cheios,e estavam a largá-las,deixando-as cair em piso alcatroado. Mas não aqueciam lugar,pois vinha o vento que as levava pelo ar ou as arrastava,roçando pelo áspero chão.
Era um vento inconstante,pelo que não sabiam as pobres folhas onde ficar,
andando num virote interminável,como ondas do mar.
A que destino tão triste as tinham votado,findo o seu prazo de validade. Não o mereciam,elas,e todas as outras de anos atrás, que tanto tinham valido. Se não tivessem sido elas,as árvores não teriam crescido,não teriam florido,não teriam dado fruto,teriam morrido mal tinham posto a cabeça de fora. E era assim que lhes retribuíam,abandonando-as à sua sorte. Afinal,tinham-se,ingratamente,servido delas.

A SEU GOSTO

Eram aqueles uns tempos de muito atraso. É que não se sabia onde estava a verdade. Depois,vieram outros tempos em que havia verdades para dar e vender. Era só escolher uma a seu gosto,podendo mudar de verdade quando se entendesse.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PAUL CÉZANNE - OLGA'S GALLERY

http://www.abcgallery.com/C/cezanne/cezanne8.html

DEFORESTATION SPED DEMISE OF NASCA IN PERU:STUDY

http://www.newsdaily.com/stories/tre5a100o-us-forests-nasca/

DESERTIFICATION OR FLOODING:SIMILAR NEEDS

http://desertification.wordpress.com/2009/11/01/desertification-or-flooding-similar-needs-g-sekhar/

CHINA SEEDS CLOUDS IN WHEAT-GROWING AREAS TO EASE DROUGHT

http://desertification.wordpress.com/2009/11/02/china-seeds-clouds-in-wheat-growing-areas-google-reuters/

UM CANDELABRO DE MILHARES DE LÂMPADAS

Estava chovendo. Era isso motivo de alegrias sem conta. É que há muito tempo já a água vinda lá do céu não dava um ar da sua especialísssima graça.
Estava chovendo e era de noite. Quem,naquele lugar,um lugar como outro qualquer,por isso mesmo,um digno representante de todos os lugares que a chuva estava contemplando,melhor manifestava o contentamento que em todos ia? Não havia a dúvida mínima de que era o rícino que se lembrara de vir habitar uma nesga de empedrado que havia por ali,meio escondido.
As suas numerosas e largas folhas molhadas reflectiam a luz de um timido candieiro com tal intensidade que parecia o rícino um candelabro de milhares de lâmpadas.

domingo, 1 de novembro de 2009

ANTIOXIDANTS FIGHT H1N1 RESPIRATORY DAMAGES IN STUDIES

http://www.examiner.com/x-14041-Charlotte-Health-and-Happiness-Examiner~y2009m11d1-Antioxidants-fight-H1N1-respiratory-damage-in-studies

DE FUGIR

http://3.bp.blogspot.com/_Vej-Xy9dd08/Suv-LULMXoI/AAAAAAAABsE/CJeY1CYUBKE/s1600-h/P6102071-89.JPG

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,de ARMANDO GASPAR

CLIMATE CHANGE:IMPACT ON AGRICULTURE AND COSTS OF ADAPTATION

http://www.ifpri.org/publication/climate-change-impact-agriculture-and-costs-adaptation

"OUTRA BANDA"

"Tal é o nome genérico que se dá aos arredores de Lisboa na marg. esq. do Tejo,
que compreeendem os concelhos de Almada,Seixal,Barreiro,Moita,Aldeia Galega e Alcochete - terrenos em geral de baixa altitude,alagados pelos esteiros do rio,cobertos de charnecas,alastrado de gândaras,alfombrados de manchas espessas de pinheiral e aqui e ali com nesgas abençoadas de terreno produtivo.
...com o sol alto,o céu fica varrido dos aguaceiros de passagem,e por todo o plaino então os valores da luz tomam uma meiguice adolescente,uma
subtilidade irreal vaporizada,branco sobre pérola,com efeitos róseos na franja das brumas longínquas e rosáceas de lilás diáfano,que fazem pensar na cor do não-me-esqueças. Como nos longes a bruma insiste sempre em voltilhar,polvilhando o
desenho das montanhas da barra e da cidade,vê-se a luz do sol zebrá-la de faixas
louras,por trás de cuja diafaneidade as velas dos barcos parecem traços duma
escrita de criança,e a silhueta das serras surge incorporeamente,como uma sombra numa sombra. Certo,esse momento de luz é transcendente: é que
verdadeiramente essa água canta um treno de safira,azular,verde lavado,lilás
opalescente,prelúdio vago que se difunde de onda em onda,vago e tão psíquico,
só lá de quando em quando zimbrado pela arieta alegre de alguma asa de gaivota. Nem uma vaga ao largo,nem um lenço de escuma correndo a acenar ao
vapor que nos transporta - o mar quase branco no horizonte,branco solar como a couraça de Lohengrin.."

RAÚL PROENÇA

Guia de Portugal I
Generalidades Lisboa e Arredores
1924

Apresentação e Notas de
Sant'anna Dionísio
Fundação Calouste Gulbenkian
1991

PRIVILÉGIOS

Era uma corrida universal ao bem-estar,não escapando um cantinho sequer. Mais do que isso,podia dizer-se,era uma corrida universal aos privilégios.
Não adiantava estar a esmiuçar esses privilégios,e não,pela razão comezinha de que todos privilégios eram. O que adiantava era sublinhar que esses privilégios só podiam calhar a alguns,uma meia dúzia,se tanto,para esses alguns ficarem muito,muito,satisfeitos. Se tal não acontecesse, a vida deixaria de ter qualquer interesse.
Estava-se mesmo a ver que assim não se iria lá. Ou eram privilégios para todos,sem um escapar,ou,então,não haveria um privilégio para um sequer.

sábado, 31 de outubro de 2009

HAPPY LIFE YEARS IN 148 NATIONS 2000-2009

http://www.worlddatabaseofhappiness.eur.nl/hap_nat/findingreports/RankReport2009-2d.htm

OLD MASTER PAINTINGS - BERLIN

http://www.smb.museum/smb/sammlungen/details.php?lang=en&objID=5&p=24&typeId=1

NA CAUDA

Isto está impossível,não há pior. Estamos na cauda. Tem andado por muitos sítios, por tempos prolongados? Não,nem preciso. Basta ler os jornais,está lá tudo,não é preciso ir ver. Não há pior.

MUITA GATUNAGEM

A casa estava cheia,pelo que a espera seria grande para alguns. Deu isso para conversar. Está a chegar a minha vez. Dê-me o dinheiro que eu peço também para si. Não se incomode,pois tenho tempo de sobra. Mas é muita gentileza a sua,pelo que lhe fico muito agradecido.
O que é que ele queria? Ainda bem que não foi nessa,que anda para aí muita gatunagem. São uns atrevidos. Temos de nos precaver.
Desconfianças,ou sabe-se lá mais o quê? É o diabo. Como é que isto se há-de endireitar?

UM PASSARINHO

Pode dizer-se que não era ele de nenhuma terra,mas também não era um cidadão do mundo,nem lhe acudira uma tal classificação. Fora como que encontrado,e isso não escondia ele,até parece que disso se orgulhava. Era como tivesse sido de espontânea geração. Tudo quanto conseguira a ele o devia. E sentia-se livre como um passarinho,pousando onde lhe apetecesse,desde que riscos não corresse.

COSTA DE CAPARICA RENOVADA - PROGRAMA POLIS

http://www.costapolis.pt/conteudo.php?id=1718&m=4

COSTA DE CAPARICA

"A Costa de Caparica é um vasto areal batido das ondas(4,5 km),só areia e mar,
barcos com crescentos e alguns pescadores remendando as redes. Nem um penedo. Areia e céu,mar e céu. Dum lado o formidável paredão vermelho,a pique,desmaiando pouco a pouco,até morrer pelo mar dentro todo roxo,no cabo Espichel. Do outro o mar azul metendo-se ,num jorro enorme,pela ampla barra de Lisboa,deslumbrante e majestoso. Em frente o ilhéu do Bugio emergindo das ondas,e ao fundo e à dir. a linha recortada da serra de Sintra com as casinhas de Cascais e Oeiras no primeiro plano,esparsas num verde amarelado.
Primitivamente isto foi um grupo de barracas que os pescadores aqui ergueram neste esplêndido sítio de pesca,à boca da barra,a dois passos do grande consumidor. As suas casas de tecto palhiço têm um ar ainda mais primitivo que os palheiros de Mira ou Costa Nova. Quatro tábuas e um tecto de colmo negro com remendos deitados cada ano; alguns reluzem e conservam ainda as espigas debulhadas no painço. No imenso areal,o barco da duna,próprio para a arrebentação,de proa e popa erguidas para o céu."

RAUL BRANDÃO

Guia de Portugal I
Generalidades Lisboa e Arredores
Raúl Proença
1924

Apresentação e Notas de
Sant'anna Dionísio
Fundação Calouste Gulbenkian
1991

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MARBLE QUARRIES

http://www.flickr.com/photos/nielsvk/45790778/sizes/l/

http://www.flickr.com/photos/21470442@N05/2703199346/sizes/l/

http://www.flickr.com/photos/jef_safi/184688260/sizes/o/

ROCHAS ORNAMENTAIS:O MÁRMORE

http://www.alentejolitoral.pt/PortalAmbiente/RecursosNaturais/Recursos%20geologicos/Paginas/Rochasornamentais.aspx

ALBEDO

http://www.apesimulator.it/help/models/solarradiation/Albedo.html

MORE ABOUT MULTYYEAR ARCTIC ICE

http://www.newsdaily.com/stories/tre59s3lt-us-climate-canada-arctic/

FORA DO TEMPO

Elas tinham vindo fora do tempo. Mas,talvez para mostrarem que eram tão capazes como as da arrancada,lá dos inícios,aproveitando o bom tempo que por ali andava,desataram a crescer de tal maneira que parecia irem pô-las a um canto.
Foi,porém,este assomo sol de pouca dura,como era de prever. A cor verde bem depressa empalideceu,a pele encheu-se de manchas escuras e de rugas,as margens secaram.
Tratava-se das folhas de rebentos basais de árvore frondosa,pujante. Estariam
elas ali a representar tudo quanto vem fora do tempo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

USDA - NATIONAL AGRICULTURAL LIBRARY CATALOG

http://agricola.nal.usda.gov/

ANOTHER BIOFUELS DRAWBACK:THE DEMAND FOR IRRIGATION

http://www.sciencemag.org/cgi/content/short/326/5952/516

VIENNA'S PARKS & GARDENS - VIENNA WAITS FOR YOU

http://www.wien.info/en/sightseeing/green-vienna/video-parks

BIOFUELS HAVE PROMISE IF PRODUCED RESPONSIBLY

http://www.oxfordprinceton.com/dib/dib.asp?article=19423035&title=Biofuels+have+promise+if+produced+responsibly%2C+UN+says&key=Renewables+and+Green+Energy

DE SUA NATUREZA

Naquele início de tarde, de um dia nevoento,quente e húmido,de um outono avançado,estava o empedrado sem vida aparente.De súbito,de uma das pontas,surgiu,muita apressada,uma formiguinha com um enorme carrego,a bem dizer,maior do que ela.
Ia determinada a formiguinha. Subiu montes,e desceu vales,quase em linha recta,sem uma hesitação. O que ela andou para chegar à sua casinha. Alcançada a porta,sumiu-se nas profundezas,ainda que isso não tivesse sido nada fácil,que o carrego pôs grossa resistência.
Não viveria só a formiguinha. O resto da família estaria a descansar, ou a dormir,depois de uma boa refeição,que o celeiro ainda se encontraria bem composto. Não lhe apetecera fazer o mesmo,ou, então, seria de sua natureza estar sempre a fazer pela vida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

FALL FOR VIENNA - VIENNA WAITS FOR YOU

http://www.wien.info/en/sightseeing/sights/video-fall-for-vienna

POTALA PALACE - TIBET

http://www.flickr.com/photos/reurinkjan/3272109625/sizes/o/

EMISSÕES DE GASES À ESPERA DE COPENHAGUE

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE59R0M420091028

HARVARD ART MUSEUM - COLLECTION SEARCH

http://www.artmuseums.harvard.edu/study-and-research/collectionsearch.dot

A PROPÓSITO DE ANIDRIDO CARBÓNICO E DE OXIGÉNIO

Como se sabe,na combustão,liberta-se anidrido carbónico. Neste passo,
consome-se oxigénio.
O oxigénio consumido provem,em boa parte,da fracção que deixou de poder ser usada na respiração,por seres irem perecendo. Desses seres,restam,pelo menos,
hidrocarbonetos, que andam por aí,sob a crosta terrestre.
Vindo esses hidrocarbonetos à luz do dia, para serem combustados,anidrido carbónico será libertado,e menos oxigénio ficará para respirar. O mesmo acontecerá se,em vez de hidrocarbonetos, se tratar,por exemplo,de etanol,venha ele de onde vier,ainda que diferenças existam no montante de anidrido carbónico solto. O mesmo acontecerá se floresta,ou lenha,for queimada.

UM SÍMBOLO

http://2.bp.blogspot.com/_Vej-Xy9dd08/SuRrz3PUPPI/AAAAAAAABrU/kzKVFsxBIFA/s1600-h/P8126022-1.JPG

Do blogue OLHARES DA NATUREZA,por ARMANDO GASPAR

UM GRANDE FAVOR

Quando a guarda e cicerone do museu viu entrar o casal de visitantes deve ter respirado de alívio. Seriam eles que a iriam tirar de grande aflição,pois tinham cara disso.
Ainda mostrou isto e aquilo,mas não resistiu mais,e desabafou. Sabem,estou aqui muito ralada. É que a minha mãe está muito doente e sozinha lá em casa. Pode estar por lá a precisar de ajuda. Os senhores podiam,pois,fazer-me um grande favor. Ficavam aqui a tomar conta do museu,para eu a ir ver.
Pois,certamente,minha senhora,com muito gosto. Fique lá o tempo que for preciso. Foi o que ela quis ouvir,coitada,saindo logo a correr. E ali se ficou até ela voltar,bisbilhotando o que ainda se não tinha visto,felizmente,sem concorrência.

CANA DE PESCA

Estava-se no fim do mês e o dinheirinho da magra reforma ainda só acenava,
mas lá muito ao longe,que mal se via. De maneira que ele se via obrigado a esgravatar onde lhe cheirasse haver coisa de préstimo. E,naquele início de tarde,calhou passar por um contentor,talvez um dos que mais surpresas costumava reservar.
Levantou a tampa e inspeccionou. Lá viu,mais uma vez,qualquer coisa de aproveitar. Mas os seus braços eram de fraco alcance,pelo que necessitava de uma cana de pesca.
Olhou em volta e descobriu-a. Tratava-se de uma estreita tábua com um forte prego bem ao alto,feito arpão. E foi simples.
E um grande marmelo viu,de novo,a luz do dia. Não estaria todo como devia ser,mas ele lá teria artes para recuperar coisa que se visse.