quinta-feira, 11 de setembro de 2008

SÓ COM SETE

Não resta dúvida que isto não vai ser nada fácil. A senhora era muito republicana,mas não se importava nada de ser marquesa, condessa,uma coisa assim,com os respectivos apetrechos,claro. Calhava-lhe mesmo bem,agora que já ia no declinar da vida.
Não havia de calhar,e não só a ela? Ah, este bichinho lá de dentro sempre a sonhar com grandezas. Era o caso,com os devidos descontos,daquela outra senhora que só aceitaria um certo lugar se lhe dessem seis criados,seis. Ela,coitada,com a categoria de servente já há uns bons anos,sem possibilidade de ter um sequer,visto o marido estar também como ela.
A pedir,ou a exigir,ao menos,que seja coisa de jeito. Se não,o que se lhe haveria de chamar? Sim,que ou há moralidade ou comem todos. Sou republicana,pois então,com muita honra e pouco proveito,mas se vir que doutro modo me arranjo melhor não hesitarei. Então,não vai com cinco? Nem pensar nisso. Só com seis. Mas pensando melhor,ficaria mais bem servida com sete. Só com sete,está dito.

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