segunda-feira, 3 de maio de 2010
SOBRE A FIXAÇÃO DE AZOTO DO AR
A subida de preços dos adubos azotados,bem como a elevada energia para os sintetizar,apontam cada vez mais para o aproveitamento crescente de azoto do ar por via bacteriana. Para isso, há necessidade de conhecer as estirpes de bactérias envolvidas,a sua capacidade fixadora,os factores intervenientes,bióticos ou não,as relações entre bactérias e hospedeiros. Dos factores intervenientes,têm merecido aprofundada atenção a acidez do solo e os diversos nutrientes,particularmente, o fósforo,o enxofre,o cálcio,o magnésio,o boro e o molibdénio. Porque a relação bactéria/hospedeiro é biunívoca,o estudo da influência dos nutrientes tem de respeitar os dois componentes do simbionte. Qualquer acção que tenda a incrementar o fotossintato determinará um maior rendimento da fixação . A fixação inicia-se por uma redução do azoto,formando-se amoníaco,que posteriormente é convertido em compostos orgânicos azotados de complexidade variável. Para ser reutilizado,o azoto dos resíduos das plantas tem de ser mineralizado,à semelhança do azoto da restante matéria orgânica do solo. Da taxa de decomposição do azoto orgânico, depende o grau de fertilização azotada a efectuar. Daí, a importância de um adequado método laboratorial de determinação da disponibilidade do azoto orgânico. A escolha dum método não é facil. Com efeito,a taxa de mineralização depende de diversos factores,estando também influenciada pelo fenómeno inverso,a imobilização de azoto por via microbiana.
PONTOS E VÍRGULAS
Não percebiam nada daquilo,mesmo nada,o que os punha muito zangados,estando a pedir uma compensação. Tinham de se "vingar",aquilo não podia ficar assim. E quem pagava,coitados,eram os pontos finais e as vírgulas,sobretudo estas,por serem mais visiveis. E,claro,os que tinham lá posto os pontos finais e as vírgulas,ainda que alguns e algumas,com um bocadinho de boa vontade,podiam deixar passar. Mas estavam eles bem livres dessa. Nem um ou uma escapava,que a lupa estava ali,que não mentia.
À QUEIMA-ROUPA
O moço acabara o curso e contava que um emprego lhe caísse,muito depressa,do céu. O céu não demorou. Está interessado em substituir-me? Acabei de ser convidado para ir trabalhar na minha terra,coisa que há muito desejava. Estou aqui tão contente. Via-se à légua. Pois é para já. E lá foi o moço para o seu primeiro emprego. Também se sentia muito contente. Para começar,não estava mesmo nada mal. Até quarto tinha de graça,mesmo ali ao lado do serviço. Havia,apenas,um senão. Ficava como assalariado,quer dizer,a corda na garganta podia ver-se. O outro lá lhe ia passando a pasta,uma pasta de que ele estava a gostar muito. Uma tarde,num encontro,aconteceu coisa muito grave. Então não é que o lugar lá na tal terra tinha outro dono,um que acabara de ser apresentado? Ia partir já no dia seguinte. É assim a vida,cheia de surpresas. E esta podia ter sido fatal,porque à queima-roupa. E lá ficaram os dois quase a desempenhar a mesma tarefa. A situação não estava a agradar ao moço. Não é que o quisessem mandar embora,longe disso. Parecia-lhe só que dois eram demais. Entretanto,num concurso para outro lugar,este de quadro,ficara com ele à sua espera. Ainda tentou assegurar o primeiro,apsar da tal aparente duplicação. Mas foram inabaláveis. Ou assalariado,ou vá lá para onde quiser. Mas isto,com cara de poucos amigos. E assim se desfez o duo.
O MEU PAIZINHO
Olhe que assim,sempre na paródia,não vai arranjar emprego capaz. Não se preocupe,que eu também não. O meu paizinho há-de me arranjar um. Melhor ainda,já lá tenho um guardado para mim.
domingo, 2 de maio de 2010
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